Reajuste de 15% no Bolsa Família gera alerta fiscal no mercado
O aumento de 15,04% no Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula, levanta preocupações sobre a sustentabilidade das contas públicas em 2027.
Pontos principais
- O reajuste de 15,04% no Bolsa Família terá um custo de R$ 5,6 bilhões em 2026.
- Analistas projetam um impacto fiscal de R$ 22 bilhões para o ano de 2027.
- O subprocurador-geral do TCU, Lucas Rocha Furtado, pediu a suspensão da medida por falta de clareza orçamentária.
- Especialistas jurídicos apontam que o reajuste é legal por se tratar de recomposição inflacionária em programa já existente.
O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no valor do Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026. A medida, que terá um custo estimado de R$ 5,6 bilhões para o restante do ano, gerou reações imediatas no mercado financeiro. Analistas da XP Investimentos destacam que o aumento eleva a desconfiança sobre o compromisso fiscal do governo em um eventual quarto mandato de Lula, projetando um impacto de R$ 22 bilhões para o orçamento de 2027.
Diante da repercussão, o subprocurador-geral junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, apresentou uma representação solicitando a suspensão do reajuste. O pedido questiona a ausência de estimativas detalhadas de impacto financeiro e a fonte de custeio, alegando possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em contrapartida, o governo sustenta que a ação é uma recomposição inflacionária permitida pela legislação eleitoral, reforçando que há espaço no orçamento atual para cobrir as despesas sem configurar a criação de um novo benefício.
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