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Governo reajusta Bolsa Família em 15,04% a partir de outubro

O presidente Lula assinou decreto que eleva o piso do Bolsa Família para R$ 691, visando a recomposição inflacionária do benefício.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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17/09 às 10:40 · atualizado 12:40

Pontos principais

  • O reajuste de 15,04% foi oficializado pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro de 2026.
  • A correção baseia-se na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
  • O piso do benefício familiar sobe de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
  • O valor médio pago pelo programa passará de R$ 675 para R$ 777.
  • O Benefício de Renda de Cidadania foi fixado em R$ 164 por integrante.
  • O Benefício Primeira Infância, para crianças de até 7 anos, foi reajustado para R$ 173.
  • O impacto orçamentário estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
  • O governo afirmou que a medida será absorvida pelo orçamento sem necessidade de créditos extraordinários.
  • O programa atende atualmente cerca de 19,3 milhões de famílias em todo o país.
  • O anúncio ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, por meio do Decreto nº 13.120 publicado nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15,04% nos valores do programa Bolsa Família. A medida, que entra em vigor em outubro, tem como objetivo a recomposição do poder de compra dos beneficiários, corrigindo os valores pela variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o piso do benefício familiar passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio pago às famílias sobe de R$ 675 para R$ 777.

De acordo com o governo federal, o impacto financeiro da decisão será de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026, com uma projeção de R$ 22 bilhões para o exercício de 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assegurou que o aumento está previsto no planejamento orçamentário e respeita a trajetória fiscal vigente, diferenciando a ação de medidas extraordinárias adotadas em gestões anteriores. O decreto também estabelece novos valores para benefícios específicos, como o de Renda de Cidadania, fixado em R$ 164 por integrante, e o Benefício Primeira Infância, que passa a R$ 173 para crianças de até 7 anos incompletos.

A decisão foi anunciada a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcadas para 4 de outubro. Embora o governo negue que a atualização monetária tenha motivação eleitoral, o timing da medida gerou repercussão política, especialmente por não ter sido prevista na proposta de orçamento enviada ao Congresso em agosto. O programa Bolsa Família segue como o principal pilar de transferência de renda do país, alcançando cerca de 19,3 milhões de famílias e sendo apontado pela gestão atual como um instrumento fundamental para a redução da pobreza e a integração de beneficiários ao mercado de trabalho.

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