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Lula nega responsabilidade por indicações ao STF e defende apurações

O presidente afirmou que não responde por nomeações de gestões anteriores e defendeu a punição de irregularidades, independentemente do envolvido.

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Foto: G1 Política
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16/09 às 10:45, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • Lula declarou que não possui responsabilidade pelas indicações de Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, feitas por gestões anteriores à sua.
  • O presidente defendeu que qualquer pessoa que cometa irregularidades deve ser julgada, com direito de defesa, e disse que a regra vale também para ele, para Alexandre de Moraes e para Fachin.
  • Lula atribuiu a raiva do senador Flávio Bolsonaro contra Moraes à prisão do pai dele, à ordem de prisão do assassino de Marielle Franco e à apuração do caso Banco Master, na qual, segundo o presidente, Flávio recebeu R$ 130 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Lula elogiou Moraes por ter prestado, disse, "dois grandes serviços à democracia brasileira": presidir o TSE na eleição de 2022 que Lula venceu e determinar a prisão de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro.
  • Lula manifestou indignação com a crise recente no STF e classificou o clima de denuncismo como prejudicial à sociedade brasileira.
  • Lula atribuiu a Fachin a responsabilidade de impedir que o denuncismo em torno do STF atrapalhe o processo eleitoral.
  • O presidente cometeu um erro histórico ao afirmar que Flávio Bolsonaro votou na indicação de Moraes ao STF em 2017, quando o senador assumiu o cargo apenas em 2019.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, que não pode ser responsabilizado pelas indicações de ministros feitas por gestões anteriores ao Supremo Tribunal Federal (STF). O mandatário pontuou que nomes como Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça foram nomeados em períodos em que ele não ocupava a presidência da República. Durante a conversa, Lula rebateu críticas do senador Flávio Bolsonaro sobre a atuação de Moraes, mas cometeu um erro histórico ao sugerir que o parlamentar teria participado da votação de indicação do ministro em 2017, visto que o senador assumiu o cargo apenas em 2019.

Lula atribuiu a raiva de Flávio Bolsonaro contra Moraes à prisão do pai do senador, à ordem de prisão do assassino de Marielle Franco e à apuração do caso Banco Master, na qual, segundo Lula, Flávio recebeu R$ 130 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Elogiou Moraes por ter prestado, disse, dois grandes serviços à democracia: presidir o TSE na eleição de 2022 que Lula venceu e determinar a prisão de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro.

Lula manifestou indignação com a crise no STF, classificando o clima de denuncismo como prejudicial à sociedade brasileira, e defendeu uma reforma no Poder Judiciário e no sistema político. Atribuiu a Fachin a responsabilidade de impedir que o denuncismo atrapalhe o processo eleitoral, e reiterou que qualquer pessoa que cometa irregularidades deve ser investigada e punida, independentemente do cargo.

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