Congresso dos EUA aprova lei que amplia poderes de Trump contra Rússia
Nova legislação autoriza o presidente a impor tarifas sobre compradores de energia russa, visando pressionar parceiros comerciais do Kremlin.
Pontos principais
- O projeto de lei foi aprovado na Câmara por 262 votos a 159.
- A medida permite tarifas de até 100% sobre países que importarem petróleo ou gás russo.
- A legislação, batizada em homenagem ao senador Lindsey Graham, visa combater a 'frota fantasma' russa.
- O texto segue agora para a sanção do presidente Donald Trump.
- A aprovação ocorre dias antes de uma cúpula bilateral entre Trump e o líder chinês Xi Jinping.
O Congresso dos Estados Unidos aprovou o projeto de lei 'Lindsey O Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026', que concede ao presidente Donald Trump maior autoridade para aplicar sanções econômicas e tarifas contra a Rússia. A medida, que já havia passado pelo Senado no mês anterior, foi ratificada pela Câmara dos Representantes com 262 votos favoráveis e 159 contrários, em uma votação que marcou o encerramento das atividades parlamentares antes do recesso das eleições de meio de mandato.
A legislação autoriza o governo a impor tarifas de até 100% sobre nações que continuarem a adquirir energia russa, com foco estratégico em grandes compradores como China e Índia. O texto também visa desarticular a chamada 'frota fantasma' de navios petroleiros utilizada pelo Kremlin para contornar restrições internacionais. Embora o pacote tenha sido negociado desde abril de 2025, a votação final gerou divisões partidárias, com lideranças democratas expressando preocupações sobre a extensão dos poderes tarifários concedidos ao Executivo.
O projeto segue agora para a Casa Branca para a assinatura de Donald Trump. A aprovação ocorre em um momento diplomático sensível, pouco antes da chegada do presidente chinês Xi Jinping a Washington para uma cúpula bilateral. A nova lei representa uma mudança significativa na política externa americana, conferindo ao presidente ferramentas mais agressivas para pressionar parceiros comerciais do governo russo.
