Mendonça nega pedido da PF para usar mansão de Vorcaro como base
O ministro do STF André Mendonça rejeitou o uso de uma mansão de R$ 12 milhões ligada a Daniel Vorcaro como base operacional da Polícia Federal em MG.
Pontos principais
- A Polícia Federal pretendia instalar um grupo de combate à corrupção em um imóvel de 2,7 mil metros quadrados em Belo Horizonte.
- O ministro André Mendonça justificou a negativa apontando que o imóvel possui perfil residencial e exigiria reformas custosas.
- A mansão, avaliada em R$ 12,48 milhões, é alvo de investigações por suposto contrato de gaveta envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
- O local conta com infraestrutura de luxo, incluindo spa, academia e quadras esportivas, características consideradas inadequadas para uma unidade policial.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, negou o pedido da Polícia Federal para utilizar uma mansão de luxo, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, como base operacional em Belo Horizonte. A corporação pretendia ocupar o imóvel de 2,7 mil metros quadrados para abrigar o Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro.
Em sua decisão, Mendonça argumentou que a propriedade, avaliada em R$ 12,48 milhões e localizada no bairro Belvedere, possui características estritamente residenciais e de lazer. Segundo o magistrado, a adaptação da estrutura para o funcionamento de uma unidade policial seria excessivamente dispendiosa e poderia causar a depreciação do bem. A PF sustenta que o imóvel pertence a Vorcaro, apesar de estar registrado em nome de terceiros, em uma transação que os investigadores classificam como contrato de gaveta.
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