Ibovespa sobe quase 2% com alta do petróleo e cenário eleitoral
O índice avançou impulsionado pela valorização das commodities e pelo otimismo com pesquisas eleitorais, mesmo em meio à crise no STF.
Pontos principais
- Ibovespa atingiu 189.488 pontos, com alta de 1,97% durante o pregão.
- Petróleo Brent subiu para cerca de US$ 98 após ataques na Arábia Saudita.
- Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Ministro André Mendonça determinou afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.
- Bank of America elevou recomendação de ativos brasileiros para overweight.
- Dólar recuou 0,93%, refletindo maior apetite por risco no mercado local.
- Fluxo de capital estrangeiro somou R$ 6 bilhões nos últimos dez dias.
O Ibovespa registrou forte alta nesta terça-feira, superando a marca dos 189 mil pontos, impulsionado por um cenário externo favorável às commodities e pelo otimismo doméstico. A valorização do petróleo Brent, que se aproximou dos US$ 100 após tensões geopolíticas no Oriente Médio, beneficiou diretamente as ações de empresas do setor na bolsa brasileira. Paralelamente, o mercado reagiu positivamente a novos dados da pesquisa Quaest, que mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, alimentando o chamado 'trade eleitoral'. O fluxo de capital estrangeiro também tem sido um motor relevante, com um aporte de R$ 6 bilhões nos últimos dez dias, reforçado pela elevação da recomendação de ativos brasileiros pelo Bank of America, que projeta uma trajetória de queda para a taxa Selic até 2027. Apesar do otimismo financeiro, o ambiente político permanece sob tensão devido à crise no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, decisão que aguarda referendo da Segunda Turma da Corte. O processo foi temporariamente interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mantendo o mercado em alerta sobre os possíveis desdobramentos institucionais que podem influenciar a volatilidade dos ativos nos próximos dias.
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