Ibovespa sobe 3,1% e atinge maior nível em quatro meses após pesquisa
O Ibovespa fechou em 185.205 pontos, impulsionado pelo empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Quaest e pelo aumento do fluxo estrangeiro.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 3,05% a 3,10%, atingindo 185.205 pontos.
- A bolsa brasileira completou 11 sessões consecutivas de valorização.
- Pesquisa Quaest (registro TSE BR-07065/2026) aponta empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (41%) no segundo turno.
- O dólar recuou e encerrou o dia cotado a R$ 5,10.
- O fluxo de capital estrangeiro registrou entrada líquida de R$ 3 bilhões desde o fim de agosto.
- Ações do Magazine Luiza dispararam 20,91% após parceria com o Mercado Livre.
- O Banco do Brasil avançou 5,64% com expectativas de proventos e cenário eleitoral.
- A B3 subiu após decisão do Carf que cancelou autuações fiscais de R$ 2,2 bilhões.
- A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho, abaixo das expectativas do mercado.
- As taxas dos DIs fecharam em queda, com o contrato para janeiro de 2028 atingindo 13,675%.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com otimismo nesta quarta-feira à nova rodada da pesquisa Quaest, que mostra um cenário de empate técnico na disputa presidencial. Segundo o levantamento, encomendado pela Globo e O Globo, o presidente Lula (PT) aparece com 42% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 41% em um eventual segundo turno. A redução da distância entre os candidatos foi interpretada por investidores como um sinal de maior competitividade eleitoral, o que impulsionou o Ibovespa a uma alta de 3,10%, alcançando 185.205 pontos e acumulando 11 pregões seguidos de ganhos. O movimento reflete a percepção de uma possível mudança na política fiscal para 2027.
Além do fator político, o desempenho da bolsa foi sustentado por um fluxo positivo de capital estrangeiro, que somou R$ 3 bilhões desde o final de agosto, revertendo parte das saídas observadas no mês anterior. O cenário corporativo também contribuiu para o rali, com destaque para o Magazine Luiza, que disparou mais de 20% após anunciar uma parceria estratégica com o Mercado Livre para a distribuição de produtos. O Banco do Brasil também teve forte valorização, impulsionado por expectativas de pagamentos de dividendos e pelo ambiente macroeconômico. No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,10, refletindo a melhora no apetite ao risco dos investidores locais.
Apesar do otimismo, analistas mantêm cautela quanto à sustentabilidade do rali no curto prazo. Indicadores técnicos, como o IFR mensal, sugerem que o índice pode estar em uma região de sobrecompra, o que abre espaço para correções. Além disso, dados do IBGE mostraram que a produção industrial brasileira cresceu apenas 0,2% em julho, resultado que ficou abaixo das projeções do mercado e reforça a preocupação com a estagnação econômica. A curva de juros, contudo, continua precificando um corte de 25 pontos-base na taxa Selic para a próxima reunião do Copom, mantendo o foco dos agentes financeiros na trajetória da inflação e nos desdobramentos da corrida eleitoral até outubro.
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