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Governo Trump recorre à Suprema Corte para restringir voto por correio

O governo Trump pediu à Suprema Corte a suspensão da liminar de 14 dias que bloqueia a nova regra do Correio (USPS) para voto por correspondência, dias antes de estados começarem a enviar cédulas para as eleições de novembro.

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Foto: G1 Mundo
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06/09 às 11:15, atualizado 17:01

Pontos principais

  • O governo Trump pediu à Suprema Corte, em petição de emergência apresentada pelo procurador-geral D. John Sauer, a suspensão da liminar que bloqueia a nova regra do Correio (USPS) para correspondência eleitoral.
  • A regra final (91 Fed. Reg. 54.966, em vigor desde 26/8) exige envelopes com selo "Election Mail" e código de barras único por cédula, e obriga os estados a enviar ao portal eletrônico do USPS o nome, o endereço e o código de barras de cada eleitor antes do envio.
  • A juíza federal Indira Talwani, do Distrito de Massachusetts, concedeu a liminar em 27 de agosto por considerar provável que o USPS careça de autoridade para editar a regra, que ela seja inconstitucional e que o cumprimento seja praticamente impossível antes das eleições de novembro.
  • A liminar tem 14 dias, expira em 10 de setembro, e veda apenas a aplicação obrigatória da regra: estados que queiram aderir ao portal do USPS voluntariamente continuam podendo fazê-lo.
  • Segundo o governo, a Carolina do Norte já começou a enviar cédulas em 4 de setembro e o Alabama deve começar em 9 de setembro, ainda sob a liminar; se ela for prorrogada por mais 14 dias, outros 16 estados, entre eles Wisconsin e Michigan, também passariam a enviar cédulas.
  • É a segunda vez que o governo recorre à Suprema Corte no mesmo litígio: dez dias antes, a Corte já havia suspendido uma liminar anterior, por considerar prematura a disputa antes da edição da regra final.
  • Um denunciante alertou o Congresso sobre falhas técnicas e riscos no portal online proposto para gerenciar o processo.
  • A ministra da Suprema Corte Ketanji Brown Jackson fixou o prazo de quarta-feira (9) para o recebimento de respostas ao pedido do governo.

O governo do presidente Donald Trump recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos em petição de emergência apresentada pelo procurador-geral D. John Sauer no dia 3 de setembro, pedindo a suspensão da liminar da juíza federal Indira Talwani (Distrito de Massachusetts) que bloqueia, por 14 dias, a aplicação obrigatória da nova regra do Serviço Postal (USPS) para correspondência eleitoral. A liminar, concedida em 27 de agosto, expira em 10 de setembro e veda apenas a exigência obrigatória, permitindo que estados adiram ao portal do USPS voluntariamente.

A regra final, publicada em 26 de agosto, exige envelopes com selo Election Mail e código de barras único por cédula, além de obrigar os estados a carregar num portal eletrônico do USPS o nome, o endereço e o código de barras de cada eleitor antes do envio. Talwani considerou provável que o USPS careça de autoridade legal para editá-la, que a regra seja inconstitucional e que o cumprimento seja praticamente impossível a tempo das eleições de novembro, motivo pelo qual concedeu o bloqueio.

O governo argumenta que a Carolina do Norte já começou a enviar cédulas em 4 de setembro e o Alabama deve fazê-lo em 9 de setembro, ainda sob a liminar, e que, se ela for prorrogada, outros 16 estados, entre eles Wisconsin e Michigan, também passariam a enviar cédulas nas semanas seguintes. É a segunda vez que o governo recorre à Suprema Corte no mesmo litígio: dez dias antes, a Corte já suspendera uma liminar anterior, por considerar prematura a disputa.

Paralelamente, um denunciante alertou o Congresso sobre falhas técnicas e riscos no portal online proposto para gerenciar o processo. A ministra da Suprema Corte Ketanji Brown Jackson fixou a próxima quarta-feira (9) como prazo para o recebimento de respostas ao pedido do governo.

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