Daily Journal
Daily Journal

Trump pressiona Fed por corte de juros e ameaça restringir comércio

O presidente Donald Trump exigiu redução dos juros pelo Fed e ameaçou interromper o comércio com países que mantêm superávit com os EUA caso não seja atendido.

Daily Journal
Foto: SCMP - World
||
04/09 às 11:45, atualizado 23:15

Pontos principais

  • Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para cobrar uma postura mais 'patriota' do Federal Reserve.
  • O presidente pressionou o chefe do Fed, Kevin Warsh, por cortes imediatos nas taxas de juros.
  • Trump ameaçou suspender relações comerciais com países que possuem superávit comercial com os EUA.
  • O presidente argumenta que os EUA deveriam ter as menores taxas de juros do mundo para manter a competitividade.
  • A declaração ocorreu após a divulgação de dados de agosto que mostraram criação de empregos acima das expectativas.
  • O vice-presidente JD Vance também defendeu publicamente taxas de juros mais baixas como resposta aos dados de inflação.
  • Economistas alertam que déficits comerciais não são necessariamente negativos e que países superavitários reinvestem em títulos do Tesouro americano.

O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre o Federal Reserve ao exigir, via Truth Social, uma redução imediata nas taxas de juros. O mandatário, que pressionou diretamente o presidente do Fed, Kevin Warsh, classificou a medida como necessária para garantir a competitividade econômica, argumentando que os EUA deveriam praticar as menores taxas do mundo. Em um movimento de retórica agressiva, Trump condicionou a manutenção de relações comerciais com parceiros internacionais à redução do déficit comercial americano, ameaçando interromper o comércio com países que mantêm superávits com os Estados Unidos caso o banco central não atenda às suas demandas. A postura conta com o apoio do vice-presidente JD Vance, que também defendeu juros mais baixos como resposta aos indicadores atuais.

A pressão ocorre em um momento em que o mercado ajusta expectativas diante de indicadores de aquecimento do mercado de trabalho. Embora o relatório de empregos de agosto tenha superado projeções, o que historicamente gera resistência a cortes de juros, o governo mantém a postura confrontadora. Especialistas, contudo, ponderam que a estratégia de Trump ignora dinâmicas macroeconômicas, observando que déficits comerciais não são inerentemente prejudiciais, dado que nações superavitárias frequentemente reinvestem seus ganhos em títulos do Tesouro americano. A decisão final da autoridade monetária será tomada na reunião do FOMC, marcada para 15 de setembro.

Tópicos relacionados

Cobertura da mídia

Comentários