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Trump pressiona Fed por juros baixos antes de decisão sobre taxas

Reagindo a dados de emprego que chamou de "fantásticos", Trump voltou a defender as menores taxas de juros do mundo dizendo que "crescimento não causa inflação", enquanto o mercado aguarda uma possível alta pelo Fed sob Kevin Warsh.

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Foto: InvestNews
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13/09 às 08:31, atualizado 18:01

Pontos principais

  • Em publicação no Truth Social de 4 de setembro, Trump reagiu a dados de emprego que chamou de "fantásticos" e questionou por que o mercado caiu no dia em vez de subir.
  • Para Trump, os EUA vivem há 25 anos sob uma "falsa realidade" que teme o crescimento; ele escreveu: "crescimento não causa inflação".
  • Ele defende um PIB de 15% a 20%, ante os atuais 2%, 3% e 4%, e diz que cada ponto percentual na taxa de juros custa US$ 650 bilhões por ano ao país.
  • Por isso, afirma, os EUA "deveriam pagar as taxas de juros mais baixas do mundo".
  • O mercado estima 86% de probabilidade de aumento nas taxas na próxima reunião do Fed.
  • Dados recentes mostram inflação ao consumidor acima do esperado em agosto.
  • Kevin Warsh, presidente do Fed, enfrenta pressão para elevar os custos de empréstimos.
  • Trump criticou o conselho do Fed, classificando a instituição como excessivamente política.
  • O custo de vida elevado é um tema central para as eleições de meio de mandato.

O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre o Federal Reserve ao reagir, em publicação no Truth Social de 4 de setembro, a dados de emprego que chamou de "fantásticos". Ele questionou por que o mercado caiu no dia em vez de subir, atribuindo a queda a um medo infundado de inflação: para Trump, os EUA vivem há 25 anos sob uma "falsa realidade" em que bom desempenho econômico é tratado como ameaça, quando, em suas palavras, "crescimento não causa inflação".

No mesmo texto, Trump defendeu um PIB de 15% a 20%, ante os atuais 2%, 3% e 4%, e disse que cada ponto percentual na taxa de juros custa US$ 650 bilhões por ano ao país, motivo pelo qual os EUA "deveriam pagar as taxas de juros mais baixas do mundo". A publicação ocorre em meio a dados de inflação ao consumidor acima do esperado em agosto e à proximidade da próxima reunião de política monetária do Fed.

No centro do impasse está o presidente do Fed, Kevin Warsh, que tenta equilibrar a independência da instituição com as preferências do governo. O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, afirma que Trump respeita a autonomia de Warsh, mas o mercado financeiro precifica uma alta de juros com 86% de probabilidade, cenário que pode gerar conflito direto entre a Casa Branca e a autoridade monetária.

A decisão é acompanhada de perto por investidores e eleitores, diante do aumento do custo de vida no país. Com as eleições de meio de mandato se aproximando, a política monetária tornou-se ponto de fricção, com Trump sinalizando insatisfação com qualquer movimento que encareça o crédito e reduza o poder de compra da população.

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