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Trump critica conselho do Fed e pressiona por corte de juros

O presidente Donald Trump classificou o conselho do Federal Reserve como político e reiterou sua pressão por juros menores após manutenção da taxa.

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Foto: Times Brasil
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29/07 às 17:16 · atualizado 19:03

Pontos principais

  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano pela quinta reunião consecutiva.
  • A decisão foi aprovada com um placar de nove votos a favor e três contra, revelando divisões internas.
  • Donald Trump criticou o conselho do Fed, descrevendo a instituição como política e favorável à manutenção de taxas elevadas.
  • O presidente reafirmou seu apoio ao chefe do Fed, Kevin Warsh, apesar da divergência sobre a política monetária.
  • Três membros do comitê votaram por um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de referência.
  • Kevin Warsh descartou qualquer flexibilização na meta de inflação de 2% e pretende reduzir o 'forward guidance'.
  • Mercados de contratos futuros indicam mais de 60% de probabilidade de um aumento de juros em setembro.

O presidente Donald Trump intensificou suas críticas ao Federal Reserve, rotulando o conselho do banco central americano como uma entidade política que resiste à redução das taxas de juros. A declaração ocorreu logo após a autoridade monetária decidir, por nove votos a três, manter a taxa de referência no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano. Apesar da pressão pública por cortes, Trump manteve o respaldo ao presidente do Fed, Kevin Warsh, classificando-o como um dirigente brilhante, embora tenha ressaltado que a decisão final sobre os juros permanece sob a alçada do conselho.

A postura do presidente contrasta com as sinalizações de Warsh, que reafirmou o compromisso inegociável com a meta de inflação de 2%. O Fed enfrenta um cenário de resiliência econômica, impulsionado por investimentos em infraestrutura e inteligência artificial, o que tem gerado preocupações sobre pressões inflacionárias persistentes. Como resposta, a instituição planeja reduzir o uso de sinalizações antecipadas ao mercado, o chamado 'forward guidance', para que os agentes reajam diretamente aos dados macroeconômicos. Com três membros do comitê defendendo abertamente uma alta de 0,25 ponto percentual, o mercado financeiro já precifica, com mais de 60% de probabilidade, um possível aperto monetário na reunião de setembro.

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