Juros do Tesouro Direto sobem com escalada de tensões no Oriente Médio
Taxas dos títulos públicos brasileiros avançam após alta nos rendimentos dos Treasuries americanos e instabilidade geopolítica global.
Pontos principais
- Rendimento do Treasury de dez anos atingiu 4,788%, o maior patamar desde janeiro de 2025.
- Tensões no Oriente Médio, incluindo ataques dos EUA ao Irã e incidente no Estreito de Ormuz, pressionam o mercado.
- Preços do petróleo WTI superaram US$ 87 e o Brent ultrapassou US$ 92 por barril.
- PIB brasileiro registrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre, superando projeções iniciais.
- Investidores acompanham a reunião de ministros de finanças do G20 em Asheville, nos Estados Unidos.
As taxas do Tesouro Direto registraram alta generalizada nesta terça-feira, pressionadas pelo cenário externo de incerteza geopolítica e pela valorização dos títulos americanos. O rendimento do Treasury de dez anos alcançou 4,788%, refletindo a aversão ao risco global após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, que envolvem ataques americanos contra o Irã e incidentes no Estreito de Ormuz. Esse movimento de fuga para ativos de segurança impulsionou a cotação do petróleo, com o Brent superando a marca de US$ 92 por barril. Internamente, o mercado digere o dado do PIB brasileiro, que cresceu 0,5% no segundo trimestre. Embora o resultado tenha superado as expectativas, ele confirma uma tendência de desaceleração econômica. A atenção dos investidores agora se volta para a reunião de ministros de finanças do G20, em Asheville, que deve balizar as próximas expectativas para a política monetária global.
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