Taxas do Tesouro Direto sobem com alta de títulos americanos
O rendimento dos títulos públicos brasileiros avançou nesta terça-feira, pressionado pela escalada de tensões no Oriente Médio e pelo cenário externo.
Pontos principais
- As taxas do Tesouro Direto registraram alta generalizada nesta terça-feira (1º).
- O rendimento do Treasury de dez anos atingiu 4,788%, o maior nível desde janeiro de 2025.
- A escalada militar entre EUA e Irã elevou o preço do petróleo Brent acima de US$ 92 por barril.
- A probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve em setembro subiu para mais de 66%.
- A curva de juros de longo prazo no Brasil reagiu à volatilidade externa, apesar do PIB ter crescido 0,5% no segundo trimestre.
As taxas do Tesouro Direto apresentaram alta generalizada nesta terça-feira, refletindo a instabilidade nos mercados globais. O movimento foi impulsionado pela valorização dos títulos americanos, com o Treasury de dez anos alcançando 4,788%, patamar não visto desde janeiro de 2025. Esse cenário é agravado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após ataques americanos contra o Irã e incidentes no Estreito de Ormuz, que elevaram o preço do petróleo Brent acima de US$ 92 por barril. A incerteza sobre a política monetária global, com o mercado precificando em mais de 66% a chance de aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro, pressionou a curva de juros de longo prazo no Brasil. O impacto ocorre mesmo com o PIB brasileiro apresentando um crescimento de 0,5% no segundo trimestre, superando as expectativas iniciais.
