Bolsas europeias recuam com alta do petróleo e tensão EUA-Irã
Principais índices europeus fecharam em queda nesta segunda-feira, pressionados pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela alta do petróleo.
Pontos principais
- O petróleo Brent superou a marca de US$ 90 por barril devido a preocupações com o fornecimento no Estreito de Ormuz.
- A escalada militar entre Estados Unidos e Irã, com ataques mútuos, elevou a aversão ao risco nos mercados globais.
- Empresas do setor de energia, como Repsol, Galp e TotalEnergies, registraram ganhos, enquanto o setor industrial alemão pressionou os índices.
- A inflação ao consumidor na Alemanha acelerou para 2,9% em agosto, reforçando expectativas de alta de juros pelo Banco Central Europeu.
As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira majoritariamente em queda, refletindo a instabilidade geopolítica decorrente do agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. A escalada das tensões, que incluiu ataques diretos entre forças americanas e iranianas, impulsionou o preço do petróleo Brent para patamares acima de US$ 90 por barril, gerando receios sobre o fornecimento global através do Estreito de Ormuz. Enquanto o setor de energia se beneficiou da valorização da commodity, o setor industrial europeu, especialmente na Alemanha, sofreu pressão vendedora diante da incerteza econômica.
O cenário de aversão ao risco foi agravado por dados macroeconômicos na Alemanha, onde a inflação ao consumidor atingiu 2,9% em agosto na comparação anual. Analistas do ING projetam que o índice pode superar 3% até o final do ano, o que mantém a expectativa de que o Banco Central Europeu realize um novo aumento nas taxas de juros durante a reunião de setembro. O movimento de queda na Europa acompanhou a tendência de volatilidade observada nos mercados de Nova York, onde o Dow Jones e outros índices também recuaram, apesar de terem encerrado o mês de agosto com ganhos acumulados.
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