Uefa estuda processo criminal contra Gianni Infantino por má gestão
Entidade europeia acusa o presidente da Fifa de má gestão criminosa em um plano, já abandonado, de venda de participações em competições globais.
Pontos principais
- A Uefa fundamenta a denúncia no Artigo 158 do Código Penal Suíço, citando o projeto Fifa Forward Enterprises.
- O plano previa a venda de 20% de uma empresa gestora de competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, por US$ 4,2 bilhões.
- A denúncia alega que Infantino ofereceu US$ 40 milhões em incentivos a associações-membros para garantir apoio ao projeto.
- A Uefa busca judicialmente o depoimento de Joshua Kushner, da Thrive Capital, para obter documentos sobre o caso.
- O movimento faz parte de uma articulação política da Uefa, Concacaf e AFC para impedir a reeleição de Infantino em 2027.
A Uefa prepara uma ação criminal contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sob a acusação de má gestão criminosa. O processo baseia-se no Artigo 158 do Código Penal Suíço e refere-se a um projeto, posteriormente abandonado, que visava vender 20% de uma nova empresa responsável pela administração de torneios da Fifa, como a Copa do Mundo, por um valor estimado em US$ 4,2 bilhões. Documentos apontam que Infantino teria tentado angariar apoio para a iniciativa oferecendo incentivos financeiros de US$ 40 milhões a associações-membros em um curto intervalo de tempo.
Como parte da estratégia jurídica, a Uefa solicitou uma ordem judicial para que Joshua Kushner, da Thrive Capital, forneça documentos e preste depoimento sobre as negociações. O episódio intensifica o desgaste político na cúpula do futebol mundial, com a Uefa, em aliança com a Concacaf e a AFC, buscando um candidato para disputar a presidência da Fifa contra Infantino nas eleições de março de 2027.
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