União Europeia investigará plano da Fifa de captar US$ 20 bilhões
O órgão regulador europeu analisa se a criação da subsidiária comercial da Fifa fere normas de concorrência e transparência financeira.
Pontos principais
- A Fifa planeja captar US$ 20 bilhões através da venda de 20% da nova subsidiária, a Fifa Forward Enterprise.
- A União Europeia sinalizou que investigará se a estrutura do negócio viola leis de concorrência no mercado esportivo.
- O projeto visa atrair investidores privados, como a Thrive Capital e o JP Morgan Chase, para gerir ativos da entidade.
- A UEFA e outras confederações criticam a falta de transparência e o impacto na governança do futebol mundial.
- Gianni Infantino condicionou pagamentos extraordinários às federações ao apoio ao novo projeto comercial.
- Críticos classificam a iniciativa como uma mercantilização excessiva das competições esportivas.
- A Fifa estabeleceu o prazo de 19 de setembro para que as federações nacionais aprovem a proposta.
A União Europeia anunciou que pretende investigar o polêmico plano da Fifa de captar US$ 20 bilhões junto a investidores externos. A iniciativa, que envolve a criação da subsidiária 'Fifa Forward Enterprise', prevê a venda de 20% da nova entidade para atrair capital privado, gerando preocupações imediatas entre reguladores europeus sobre possíveis violações de normas de concorrência e transparência financeira no setor esportivo. O projeto é visto como uma tentativa da gestão de Gianni Infantino de expandir receitas, mas enfrenta forte resistência de confederações como a UEFA, a Concacaf e a AFC.
A proposta tem gerado um conflito institucional sem precedentes, com a UEFA acusando a Fifa de utilizar o futebol para enriquecimento ilícito e pressionar federações nacionais sob ameaça de perda de repasses financeiros. Enquanto a Fifa busca a aprovação do plano até o dia 19 de setembro, oferecendo incentivos financeiros aos membros, críticos e especialistas em governança alertam que a entrada de fundos privados, como a Thrive Capital, pode comprometer a autonomia das decisões esportivas e acelerar a mercantilização de torneios como a Copa do Mundo. A investigação da União Europeia adiciona uma camada de pressão regulatória sobre a entidade, que já enfrenta questionamentos sobre a ética e a sustentabilidade de seu novo modelo de negócios.
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