Assessor sênior da Fifa renuncia após proposta de venda de ativos
Carlos Cordeiro deixou o cargo na Fifa em protesto contra o plano de Gianni Infantino de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
Pontos principais
- Carlos Cordeiro, ex-presidente da Federação de Futebol dos EUA, renunciou ao cargo de assessor sênior da Fifa com efeito imediato.
- A proposta de Infantino prevê a venda de até 20% de ativos da entidade, avaliados em US$ 20 bilhões, para investidores privados.
- Cordeiro criticou a iniciativa, argumentando que a Fifa possui reservas bilionárias e não necessita de capital externo.
- Uefa e Concacaf manifestaram oposição ao projeto, com a Uefa ameaçando boicotar competições da entidade caso a venda avance.
- As 211 associações membros da Fifa devem votar sobre a proposta até o dia 19 de setembro.
Carlos Cordeiro, ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, renunciou ao cargo de assessor sênior da Fifa em oposição direta ao plano de Gianni Infantino de vender uma participação minoritária nos direitos comerciais da Copa do Mundo. A proposta, que visa levantar cerca de US$ 4,2 bilhões, envolve a criação da subsidiária Fifa Forward Enterprise e a venda de até 20% de ativos avaliados em US$ 20 bilhões para investidores privados, incluindo grupos ligados à família do presidente Donald Trump. Cordeiro classificou a medida como desnecessária, citando a solidez financeira e a ausência de dívidas da entidade. O projeto enfrenta forte resistência internacional, com a Uefa e a Concacaf ameaçando boicotar competições da Fifa. O impasse coloca pressão sobre a gestão de Infantino antes da votação decisiva das 211 associações membros, marcada para 19 de setembro.
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