Taxas de juros curtas recuam no Brasil com dados de emprego e fiscal
O mercado de juros operou com queda nos DIs curtos e estabilidade nos longos, repercutindo indicadores econômicos locais e o cenário externo.
Pontos principais
- Taxas dos DIs de curto prazo fecharam em queda, enquanto as de longo prazo mantiveram estabilidade.
- A taxa de desemprego no Brasil atingiu o recorde de 5,3% no trimestre encerrado em julho.
- Governo central registrou superávit primário de R$ 10,783 bilhões no mês de julho.
- Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA recuaram para 203 mil na última semana.
- Investidores aguardam o discurso de Kevin Warsh na conferência de Jackson Hole.
O mercado brasileiro de juros futuros apresentou um movimento de descompressão nas taxas de curto prazo nesta quinta-feira, enquanto os vencimentos mais longos mantiveram estabilidade. O otimismo foi impulsionado pela divulgação de dados robustos do mercado de trabalho doméstico, que registrou uma taxa de desemprego de 5,3% até julho, o menor patamar desde o início da série histórica em 2012. Paralelamente, o governo central reportou um superávit primário de R$ 10,783 bilhões, resultado influenciado por ajustes no calendário de precatórios. No cenário externo, os investidores monitoram a queda nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e aguardam as sinalizações de política monetária vindas da conferência de Jackson Hole, especialmente o discurso de Kevin Warsh. O mercado segue precificando a possibilidade de um corte de 25 pontos-base na taxa Selic durante a próxima reunião do Copom em setembro.
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