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Ações da Braskem sobem 15% após ampliação de crédito com a Petrobras

Braskem e Petrobras acertaram elevar o limite de crédito comercial entre as empresas para R$ 2,35 bilhões até o fim de 2026, mas o acordo só será fechado após aprovação da governança da Petrobras e adesão de ao menos 1/3 dos credores ao plano de recuperação extrajudicial da Braskem.

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Foto: Times Brasil
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27/08 às 07:32, atualizado 15:02

Pontos principais

  • As ações da Braskem subiram 15% na B3 após o anúncio da proposta de ampliação do limite de crédito com a Petrobras.
  • O limite passaria de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões, destinado à compra de matérias-primas em contratos com prazo de pagamento de até 30 dias, com vigência até 31 de dezembro de 2026.
  • Uma das garantias é a cessão fiduciária de recebíveis de clientes, com fluxo mínimo exigido de R$ 1 bilhão por mês.
  • Os recebíveis vão para uma conta vinculada (escrow) com retenção mínima de caixa de R$ 300 milhões; superado esse valor, o excedente volta para a Braskem enquanto não houver inadimplência.
  • Uma terceira garantia é a cessão fiduciária de créditos de uma ação judicial com decisão definitiva favorável sobre a CIDE Combustíveis, avaliados em cerca de R$ 2,7 bilhões, que a Braskem poderá usar para aproveitamento fiscal.
  • O aumento ainda depende da aprovação das instâncias de governança da Petrobras, da finalização dos contratos e da adesão de ao menos 1/3 dos credores ao plano de recuperação extrajudicial da Braskem.
  • A Petrobras pode suspender o limite se a Braskem não mantiver o fluxo mínimo mensal de recebíveis, e o vencimento pode ser antecipado em casos de inadimplência, falência, recuperação judicial ou liquidação da companhia.
  • A Petrobras detém 47% das ações da Braskem e afirmou que a medida segue critérios comerciais padrão.

As ações da Braskem dispararam 15% na Bolsa brasileira nesta sessão, reagindo ao anúncio de uma proposta de ampliação do limite de crédito comercial concedido pela Petrobras. Segundo fato relevante divulgado pela Braskem à CVM, o limite passaria dos atuais R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões, destinados à compra de matérias-primas em contratos com prazo de pagamento de até 30 dias, com vigência até 31 de dezembro de 2026.

O documento lista três garantias para a operação: cessão fiduciária de recebíveis de clientes, com fluxo mínimo de R$ 1 bilhão por mês; alienação fiduciária de uma conta vinculada (escrow) na qual esses recebíveis são depositados, com retenção mínima de caixa de R$ 300 milhões; e cessão fiduciária de créditos de uma ação judicial com decisão definitiva favorável sobre a CIDE Combustíveis, avaliados em cerca de R$ 2,7 bilhões, que a Braskem poderá usar para aproveitamento fiscal. A Petrobras pode suspender o limite se o fluxo mínimo mensal de recebíveis não for mantido, e o vencimento das obrigações pode ser antecipado em casos de inadimplência, falência, recuperação judicial ou liquidação da petroquímica.

O aumento, porém, ainda não está fechado: depende da aprovação das instâncias de governança da Petrobras, da finalização dos contratos e da adesão de ao menos 1/3 dos credores ao plano de recuperação extrajudicial da Braskem. A Petrobras, acionista da Braskem, afirmou que a medida segue critérios comerciais padrão de seu relacionamento com clientes; o mercado vê o movimento como suporte à gestão de capital de giro da petroquímica, que atravessa o processo de recuperação extrajudicial.

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