Petrobras avalia aporte na Braskem para evitar recuperação judicial
A estatal estuda injetar capital na petroquímica para equacionar uma dívida de R$ 50 bilhões após falha na reestruturação extrajudicial.
Pontos principais
- A Braskem enfrenta dificuldades para renegociar um passivo de cerca de R$ 50 bilhões.
- Credores rejeitaram a proposta de reestruturação extrajudicial apresentada pela companhia.
- A Petrobras, como acionista majoritária, analisa um aporte de capital para evitar o pedido de recuperação judicial.
- Magda Chambriard, CEO da Petrobras, assumiu recentemente a presidência do conselho da Braskem.
- A boutique BR Partners assessora o conselho da estatal nas discussões sobre o futuro da petroquímica.
A Petrobras estuda realizar um aporte de capital na Braskem como estratégia para impedir que a petroquímica entre em processo de recuperação judicial. A medida surge após a rejeição, por parte dos credores, da proposta de reestruturação extrajudicial apresentada pela empresa para equacionar um passivo de aproximadamente R$ 50 bilhões. A situação é acompanhada de perto pela gestão da estatal, que recentemente viu sua CEO, Magda Chambriard, assumir a presidência do conselho de administração da Braskem. Para subsidiar a decisão, a Petrobras contratou a boutique BR Partners para assessorar o conselho nas negociações. O movimento ocorre em um momento de cautela financeira para a estatal, que debate sua capacidade de investimento diante da redução do fluxo de caixa livre observada no primeiro trimestre de 2026, tornando a viabilidade do socorro um ponto central de atenção para o mercado.
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