Imposto de exportação sobre petróleo arrecada R$ 7,9 bilhões em 2026
A cobrança temporária sobre a exportação de petróleo bruto gerou R$ 7,9 bilhões aos cofres federais entre janeiro e julho de 2026.
Pontos principais
- A arrecadação específica do imposto atingiu R$ 3,161 bilhões apenas no mês de julho.
- O Ministério da Fazenda recomendou a prorrogação da alíquota de 12% por mais 60 dias.
- A medida busca garantir estabilidade regulatória frente à volatilidade no Oriente Médio.
- Receitas extraordinárias totais ligadas ao setor petrolífero somam R$ 13,4 bilhões no período.
- A decisão final sobre a extensão da cobrança será deliberada pela Camex.
O Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto consolidou-se como uma fonte relevante de receita federal em 2026, acumulando R$ 7,9 bilhões entre janeiro e julho. Diante desse cenário, o Ministério da Fazenda defendeu a prorrogação da alíquota de 12% por mais dois meses. Segundo o secretário-executivo Rogério Ceron, a medida é necessária para mitigar os impactos da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que afeta rotas logísticas críticas como o Estreito de Ormuz, além de financiar subsídios para combustíveis. Dados da pasta indicam que a taxação também incentivou o processamento interno nas refinarias nacionais. Somando-se a outros ganhos atípicos, o setor petrolífero contribuiu com cerca de R$ 13,4 bilhões para os cofres públicos no ano, enquanto a decisão sobre a continuidade do imposto segue sob análise da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
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