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Irã classifica apoio a novas sanções dos EUA como ato de guerra

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, escreveu na rede X que tratará como ato de guerra o apoio de outros países às sanções dos EUA e ameaçou impedir toda exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz caso a "guerra econômica" americana continue.

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Foto: Times Brasil
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24/08 às 07:15, atualizado 25/08 às 07:45

Pontos principais

  • Em publicação na rede X, Mohsen Rezaei disse que a participação ou o apoio de qualquer país à "guerra econômica" dos EUA será tratado por Teerã como um ato de guerra.
  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu a maior ofensiva financeira da história contra o governo iraniano.
  • Rezaei afirmou que, se a guerra econômica continuar, nenhuma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz nem por qualquer ponto do Golfo Pérsico.
  • O Parlamento do Irã aprovou taxas para navios no Estreito de Ormuz e ameaçou apreender embarcações e atacar interesses de vizinhos que apoiem Washington.
  • O prazo de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano encerrou sem um novo acordo.
  • O rial iraniano atingiu uma nova mínima histórica frente ao dólar em meio à escalada das tensões.

O governo do Irã elevou o tom contra a administração do presidente Donald Trump nesta segunda-feira. Em publicação na rede X, Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, escreveu que a participação ou o apoio de qualquer país à "guerra econômica" dos Estados Unidos contra o povo iraniano será tratado por Teerã como um ato de guerra. Rezaei afirmou ainda que, se a guerra econômica continuar, nenhuma gota de petróleo será exportada pelo Estreito de Ormuz nem por qualquer ponto do Golfo Pérsico. A declaração ocorre no momento em que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prepara o anúncio do que descreveu como a maior ofensiva financeira já aplicada contra Teerã.

A tensão na região é agravada pelo fim do prazo de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano, que terminou sem avanços ou prorrogação. Em resposta à pressão econômica, o Parlamento do Irã aprovou a cobrança de taxas para navios que cruzam o Estreito de Ormuz, ameaçando apreender embarcações e atacar interesses de países vizinhos que apoiem as medidas de Washington. Enquanto o rial iraniano atinge mínimas históricas, esforços diplomáticos estão em curso, com visitas planejadas de autoridades de Omã e do Paquistão a Teerã na tentativa de mediar o conflito e evitar uma escalada militar na estratégica rota de petróleo.

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