Governo estuda limitar pejotização para reduzir déficit previdenciário
Ministro da Fazenda propõe novas regras de contribuição para empresas com alta concentração de trabalhadores contratados como PJ.
Pontos principais
- Dario Durigan defende o combate à pejotização como estratégia para conter o déficit da Previdência Social.
- A proposta sugere limitar a porcentagem de funcionários contratados via PJ nas empresas.
- Empresas com alta concentração de pejotizados poderiam pagar contribuição previdenciária adicional.
- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também critica o uso do MEI para fraudes trabalhistas.
- O tema está em estudo pela equipe econômica e aguarda definição sobre pautas no Congresso.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a implementação de medidas para combater a pejotização, visando reduzir o déficit da Previdência Social. A equipe econômica estuda a criação de uma regra que limite o percentual de trabalhadores contratados como PJ em empresas, prevendo uma contribuição previdenciária adicional para companhias que excedam esses limites. A iniciativa busca mitigar a perda de arrecadação causada pela substituição de contratos formais por modelos de prestação de serviço.
O debate ganha força com o apoio do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem criticado o uso indevido do MEI para mascarar vínculos empregatícios. A proposta, que ainda está em fase de análise pela equipe econômica, pode ser encaminhada ao Congresso em um futuro próximo. O tema também é acompanhado de perto pelo Supremo Tribunal Federal, que deve decidir sobre a validade de diferentes modalidades de contratação no mercado de trabalho brasileiro.
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