Governo Lula projeta ajuste gradual das contas públicas para reduzir juros
Ministro Dario Durigan afirma que eventual novo mandato manterá arcabouço fiscal com foco em corte de gastos e aumento de arrecadação.
Pontos principais
- A equipe econômica de Lula planeja manter o atual arcabouço fiscal em um possível novo mandato.
- O ajuste fiscal proposto prevê uma redução de dois pontos do PIB, mantendo o ritmo da gestão atual.
- O plano inclui o corte de gastos obrigatórios e a revisão de setores para elevar a arrecadação.
- A estratégia visa equilibrar a manutenção de investimentos sociais com a redução da taxa básica de juros, hoje em 14% ao ano.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que a estratégia econômica de um eventual novo mandato do presidente Lula priorizará a continuidade do arcabouço fiscal vigente. O plano prevê um ajuste gradual nas contas públicas, com meta de reduzir o déficit em dois pontos do PIB, mantendo a intensidade observada na gestão atual. Para viabilizar esse cenário, o governo pretende combinar o corte de despesas obrigatórias com medidas voltadas ao aumento da arrecadação em setores considerados desfavorecidos pelo sistema tributário atual.
O objetivo central da proposta é criar condições macroeconômicas favoráveis para a redução da taxa básica de juros, que se encontra em 14% ao ano. Ao buscar o equilíbrio fiscal, o governo tenta conciliar a sustentabilidade das contas públicas com a preservação de investimentos sociais e infraestrutura, elementos que a equipe econômica considera fundamentais para a estabilidade do país.
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