Governo federal soma R$ 180 bilhões em medidas de estímulo econômico
Pacote de estímulos foca na classe média e setores estratégicos antes das restrições impostas pelo calendário eleitoral em agosto.
Pontos principais
- O volume de recursos mobilizados pelo governo subiu de R$ 144 bilhões em maio para R$ 180 bilhões em julho.
- As iniciativas priorizam a população de renda intermediária, segmento com maior resistência ao governo nas pesquisas.
- O pacote inclui crédito subsidiado, garantias via FGO e renegociação de dívidas para MEIs.
- A aceleração dos anúncios ocorre antes da proibição de inaugurações e eventos oficiais a partir de 1º de agosto.
O governo federal intensificou a liberação de medidas de estímulo econômico, atingindo um montante de R$ 180 bilhões em julho, frente aos R$ 144 bilhões registrados em maio. O esforço concentra-se em programas de crédito subsidiado, garantias pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO) e facilidades para a renegociação de dívidas de microempreendedores individuais. A estratégia visa fortalecer a economia e atrair a classe média, segmento onde a gestão do presidente Donald Trump enfrenta maior desgaste nas pesquisas de intenção de voto. A corrida por novos anúncios reflete a necessidade de consolidar as ações antes da entrada em vigor das restrições da legislação eleitoral, que proíbem inaugurações e eventos oficiais a partir de 1º de agosto. Medidas como a isenção de impostos em compras internacionais de até US$ 50 não foram incluídas no cálculo fiscal por ausência de projeções oficiais.
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