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Dívida pública dos EUA ultrapassa marca histórica de US$ 40 trilhões

O endividamento federal americano superou US$ 40 trilhões, elevando preocupações sobre o custo dos juros e o impacto nas finanças dos cidadãos.

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Foto: Axios - Main
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20/08 às 20:32, atualizado 21/08 às 06:33

Pontos principais

  • A dívida bruta do governo federal dos EUA atingiu US$ 40 trilhões, montante equivalente a 124% do PIB americano.
  • O custo de manutenção da dívida deve superar US$ 1 trilhão em juros líquidos no ano de 2026.
  • O aumento do endividamento pressiona as taxas de juros, encarecendo hipotecas, empréstimos estudantis e crédito para empresas.
  • O Tesouro americano enfrenta o desafio de refinanciar US$ 9,7 trilhões em obrigações vencíveis apenas neste ano fiscal.
  • Projeções indicam que o déficit orçamentário anual do país deve ultrapassar a marca de US$ 2 trilhões.

A dívida pública dos Estados Unidos superou a marca histórica de US$ 40 trilhões, um patamar que acende alertas sobre a sustentabilidade fiscal do país e o custo de vida da população. O crescimento acelerado do endividamento, que subiu US$ 3 trilhões apenas no último ano, reflete um cenário de déficits orçamentários elevados e a necessidade constante de refinanciamento de obrigações antigas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, já sinalizou medidas para ampliar a liquidez no mercado secundário, enquanto o governo busca equilibrar as contas diante de projeções que indicam um déficit anual superior a US$ 2 trilhões.

O impacto desse cenário ultrapassa as fronteiras governamentais e atinge diretamente a economia real. Com o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro, que atingiram patamares não vistos desde 2007, o custo de crédito para famílias e empresas tende a subir. Especialistas apontam que a pressão sobre as taxas de juros pode encarecer hipotecas e empréstimos estudantis, além de elevar o risco inflacionário caso a confiança na posição fiscal do governo continue a oscilar. Enquanto isso, o mercado observa com cautela a capacidade de gestão da dívida frente à alta demanda por capital em setores estratégicos, como a infraestrutura de inteligência artificial.

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