Dívida pública dos EUA supera marca histórica de US$ 40 trilhões
O montante atingiu o patamar inédito de US$ 40,05 trilhões, impulsionado por gastos federais e pelo aumento dos custos com juros da dívida.
Pontos principais
- A dívida pública dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez na história.
- Dados do Departamento do Tesouro confirmaram o valor de US$ 40,05 trilhões na última terça-feira.
- O montante total da dívida cresceu um terço em um período inferior a cinco anos.
- A dívida aumentou US$ 1 trilhão em apenas cinco meses, segundo registros oficiais.
- Os juros da dívida tornaram-se a segunda maior despesa federal, superando outros gastos, exceto a Previdência Social.
- O rendimento do título do Tesouro de 30 anos atingiu 5,34%, o maior nível desde 2007.
- O teto da dívida atual é de US$ 41,1 trilhões, limite que pode ser alcançado até meados de 2027.
A dívida pública dos Estados Unidos atingiu a marca inédita de US$ 40,05 trilhões, conforme dados divulgados pelo Departamento do Tesouro na quarta-feira, 19 de agosto de 2026. O marco histórico reflete um crescimento acelerado de um terço no volume total de passivos do governo norte-americano em menos de cinco anos, sendo que apenas nos últimos cinco meses a dívida avançou US$ 1 trilhão. O cenário de endividamento é pressionado pela manutenção de gastos governamentais superiores à arrecadação e pelo peso crescente dos juros, que se consolidaram como a segunda maior despesa federal, ficando atrás apenas da Previdência Social. A situação tem gerado preocupação entre investidores, refletindo-se na volatilidade do mercado financeiro. Na terça-feira, o rendimento do título do Tesouro de 30 anos alcançou 5,34%, o patamar mais elevado desde 2007. Em resposta à pressão, o Departamento do Tesouro anunciou o aumento das operações de recompra de títulos de longo prazo para tentar estabilizar o mercado. Com o teto da dívida fixado em US$ 41,1 trilhões, projeções indicam que o limite legal poderá ser atingido entre o fim do inverno e meados do verão de 2027, caso o ritmo atual de endividamento persista.
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