Dívida pública dos EUA supera marca inédita de US$ 40 trilhões
O Departamento do Tesouro dos EUA confirmou que a dívida nacional atingiu US$ 40,05 trilhões, impulsionada por gastos acumulados e pelo aumento dos juros.
Pontos principais
- A dívida pública total dos Estados Unidos alcançou US$ 40,05 trilhões na última terça-feira.
- O montante cresceu um terço em menos de cinco anos, com um aumento de US$ 1 trilhão apenas nos últimos cinco meses.
- Os custos com juros da dívida tornaram-se a segunda maior despesa do orçamento federal, superando os gastos com o Medicare.
- O Departamento do Tesouro anunciou a duplicação do volume de recompra de títulos de longo prazo para estabilizar o mercado.
- O rendimento do título do Tesouro de 30 anos atingiu 5,34%, o maior patamar registrado desde 2007.
- O teto da dívida atual é de US$ 41,1 trilhões, limite que pode ser atingido entre o fim do inverno e meados de 2027.
- Analistas apontam uma redução na demanda estrangeira por títulos do Tesouro norte-americano no último ano.
A dívida pública dos Estados Unidos atingiu um patamar histórico ao superar a marca de US$ 40 trilhões, conforme dados divulgados pelo Departamento do Tesouro na última quarta-feira. O volume, que mais que dobrou desde 2017, reflete um acúmulo de gastos governamentais ao longo de sucessivas gestões e o impacto crescente dos juros sobre o orçamento federal. Atualmente, o pagamento de juros da dívida já representa a segunda maior despesa do governo americano, ficando atrás apenas dos gastos com a Previdência Social.
Para conter a pressão no mercado financeiro e a alta nos rendimentos dos títulos soberanos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a ampliação das operações de recompra de títulos de longo prazo. A medida busca mitigar a volatilidade em um cenário onde a demanda por papéis do Tesouro tem apresentado sinais de arrefecimento. O rendimento do título de 30 anos, que chegou a 5,34% na terça-feira, reflete o nervosismo dos investidores diante da trajetória fiscal do país.
O alcance desse marco gera preocupações globais, com economistas alertando para possíveis reflexos na economia brasileira, especialmente no que tange ao câmbio, às taxas de juros locais e ao fluxo internacional de capitais. Embora o governo atual tenha sinalizado intenções de corte de gastos, o ritmo de expansão da dívida coloca o país próximo ao teto legal de US$ 41,1 trilhões. Especialistas estimam que, mantido o ritmo atual de endividamento, o limite poderá ser atingido entre o final do inverno e meados do verão de 2027, forçando novas discussões legislativas sobre o endividamento soberano.
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