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Dívida pública dos EUA supera marca histórica de US$ 40 trilhões

O montante da dívida federal americana dobrou na última década, pressionado por déficits orçamentários e pelo aumento dos custos com juros da dívida.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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19/08 às 18:15, atualizado 21:01

Pontos principais

  • A dívida pública total dos Estados Unidos ultrapassou o patamar inédito de US$ 40,05 trilhões.
  • O endividamento federal dobrou em menos de uma década, crescendo significativamente sob gestões anteriores.
  • Os custos com o serviço da dívida somaram quase US$ 1,2 trilhão neste ano, tornando-se uma das maiores despesas do orçamento.
  • O Departamento do Tesouro anunciou a duplicação do volume de recompra de títulos de longo prazo para conter a alta nos rendimentos.
  • O governo se aproxima do teto legal de endividamento de US$ 41,1 trilhões, previsto para ser atingido em 2027.
  • A Fitch Ratings manteve a nota de crédito AA+ do país, mas reiterou preocupações sobre a trajetória fiscal a longo prazo.

A dívida pública dos Estados Unidos atingiu a marca histórica de US$ 40,05 trilhões, conforme dados divulgados pelo Departamento do Tesouro. O montante, que dobrou em menos de dez anos, reflete uma trajetória de déficits fiscais persistentes, impulsionados por gastos com programas de seguridade social, Medicare e o encarecimento do serviço da dívida, que hoje figura como um dos itens mais onerosos do orçamento federal. O crescimento acelerado, que registrou um aumento de um terço apenas nos últimos cinco anos, coloca o país próximo ao teto legal de endividamento de US$ 41,1 trilhões, com projeções indicando que o limite poderá ser alcançado em meados de 2027. Em resposta à volatilidade dos mercados e à pressão sobre os rendimentos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a ampliação de um programa de recompra de títulos de longo prazo. A medida busca estabilizar os custos de financiamento do governo em um cenário onde a sustentabilidade fiscal é alvo constante de alertas por parte de agências de classificação de risco e analistas econômicos. Embora a Fitch Ratings tenha mantido a nota de crédito soberano do país em AA+, a persistência dos déficits elevados mantém o debate sobre a necessidade de reformas estruturais, cortes de gastos ou ajustes na política tributária no centro da agenda econômica americana.

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