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CVM marca para 8 de setembro julgamento do Banco Master e família Vorcaro

Após anos de adiamentos, a CVM julgará o Banco Master e a família Vorcaro por supostas fraudes envolvendo o fundo imobiliário Brazil Realty.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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18/08 às 13:45, atualizado 18:02

Pontos principais

  • O julgamento administrativo foi agendado para o dia 8 de setembro, no Rio de Janeiro.
  • O processo investiga irregularidades na 3ª emissão de cotas do fundo Brazil Realty FII.
  • As acusações incluem operação fraudulenta, violação de deveres fiduciários e embaraço à fiscalização.
  • O esquema teria causado um prejuízo de R$ 5,8 milhões a fundos de investimento e regimes de previdência.
  • Além de Daniel Vorcaro, o processo inclui a Viking Participações, a Entre Investimentos e o ex-diretor Antônio Carlos Freixo Júnior.
  • O caso acumulou cerca de 350 dias de atraso devido a sucessivos pedidos de vista por parte dos conselheiros.
  • O Banco Master encontra-se atualmente em processo de liquidação extrajudicial.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pautou para o dia 8 de setembro o julgamento de um processo sancionador central contra o Banco Master e membros da família Vorcaro. O caso, que tramita há anos na autarquia sem uma resolução definitiva, apura supostas fraudes no mercado de capitais relacionadas à 3ª emissão de cotas do fundo de investimento imobiliário (FII) Brazil Realty. Segundo a acusação, o esquema envolvia a inserção de ativos superavaliados no portfólio do fundo para conversão em dinheiro, resultando em prejuízos estimados em R$ 5,8 milhões para fundos de investimento e regimes de previdência de servidores.

O julgamento ocorre após um período de 350 dias de atraso, causado por sucessivos pedidos de vista que impediram o desfecho do processo. Além de Daniel Vorcaro e do Banco Master — que atualmente passa por liquidação extrajudicial —, a lista de réus inclui empresas do grupo, como a Viking Participações e a Entre Investimentos, além do ex-diretor Antônio Carlos Freixo Júnior. A decisão da CVM é aguardada como um marco nas investigações sobre as práticas da instituição, podendo resultar em sanções administrativas severas para os envolvidos caso as irregularidades sejam confirmadas pelo colegiado.

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