IBC-Br recua 0,64% em junho e sinaliza desaceleração econômica
A prévia do PIB teve em junho sua maior queda em mais de um ano, elevando expectativas por corte na Selic em setembro.
Pontos principais
- O IBC-Br registrou queda de 0,64% em junho, superando a projeção de mercado de 0,53%.
- O resultado representa a maior retração mensal da atividade econômica no país em mais de um ano.
- Apesar da queda mensal, o indicador acumulou alta de 0,18% no segundo trimestre de 2026.
- Analistas avaliam que o desempenho reforça a perda de fôlego da economia e pressiona o Banco Central por cortes na Selic em setembro.
A economia brasileira apresentou um desempenho abaixo das expectativas em junho de 2026, com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrando uma retração de 0,64%. O resultado marca a maior queda mensal observada no país em mais de um ano, superando a estimativa de recuo de 0,53% prevista por economistas. Apesar da contração no mês, o consolidado do segundo trimestre aponta uma expansão de 0,18%, mantendo o indicador em terreno positivo no curto prazo.
Considerado uma prévia oficial do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br também revelou um avanço de 2,4% na comparação interanual e uma alta acumulada de 1,5% nos últimos 12 meses. O cenário de desaceleração econômica tem gerado novas discussões entre analistas, que agora apontam para um aumento da pressão sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) por uma redução da taxa Selic na próxima reunião, agendada para setembro. O Banco Central segue monitorando esses dados para avaliar a resiliência da atividade econômica nacional.
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