Daily Journal
Daily Journal

Atividade econômica cai 0,64% em junho, mas cresce no 2º trimestre

O IBC-Br recuou em junho, sinalizando desaceleração, mas o indicador ainda acumula alta de 0,18% no segundo trimestre de 2026.

Daily Journal
Foto: Agência Brasil - EBC
||
17/08 às 09:31 · atualizado 18/08 às 08:26

Pontos principais

  • O IBC-Br, prévia oficial do PIB, registrou queda de 0,64% em junho na comparação com maio.
  • O resultado mensal superou a retração de 0,5% prevista pelo mercado financeiro.
  • No acumulado do segundo trimestre de 2026, o indicador apresenta um crescimento de 0,18%.
  • O setor industrial foi o principal vetor da queda mensal, com recuo de 1,35%.
  • O setor de serviços caiu 0,52%, enquanto a agropecuária registrou alta de 0,96% no período.
  • Na comparação interanual, o índice acumula alta de 2,35% em relação a junho de 2025.
  • O desempenho reforça a percepção de perda de fôlego da economia brasileira no curto prazo.

A atividade econômica brasileira apresentou retração no mês de junho de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,64% em relação a maio, um desempenho ligeiramente inferior às expectativas de analistas. Apesar da queda mensal, o indicador encerrou o segundo trimestre com um crescimento acumulado de 0,18%, evidenciando um ritmo de expansão mais contido na comparação com o início do ano.

O resultado de junho foi pressionado principalmente pelo setor industrial, que registrou queda de 1,35%, e pelo setor de serviços, que recuou 0,52%. Em contrapartida, a agropecuária apresentou um desempenho positivo, com alta de 0,96% no mês. No acumulado dos últimos doze meses, o indicador ainda mantém uma trajetória de alta de 1,5%, demonstrando que, apesar do arrefecimento recente, a economia sustenta um patamar de crescimento superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

Analistas do mercado financeiro apontam que a desaceleração reflete o impacto do ciclo de aperto monetário sobre o consumo das famílias. A pressão dos juros elevados começa a superar os estímulos econômicos, gerando um desafio para as autoridades na busca pelo equilíbrio entre o controle da inflação e a manutenção do crescimento. O dado de junho reforça a expectativa de que o Banco Central possa avaliar uma redução na taxa Selic na próxima reunião de setembro, visando mitigar os sinais de perda de fôlego na atividade econômica nacional.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...