Prévia do PIB registra alta de 0,1% em maio e supera expectativas
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) avançou 0,1% em maio, contrariando projeções de estabilidade e evidenciando a resiliência da economia brasileira.
Pontos principais
- O IBC-Br, considerado a prévia do PIB, registrou alta de 0,1% em maio após ajuste sazonal.
- O resultado superou as expectativas do mercado financeiro, que projetava estabilidade ou leve retração.
- O setor industrial cresceu 0,4% e o de serviços subiu 0,1%, enquanto a agropecuária recuou 1,0%.
- No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apresenta uma alta de 1,4%.
- A desaceleração é vista como um movimento gradual após um início de ano mais robusto.
- O Banco Central utiliza o indicador para subsidiar decisões sobre a taxa Selic em um cenário de política monetária restritiva.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central, registrou um crescimento de 0,1% em maio de 2026. O dado, que serve como uma prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), superou as projeções de analistas consultados pelo mercado, que esperavam estabilidade para o período. O resultado confirma uma tendência de desaceleração gradual da economia brasileira, que vinha de um início de ano mais aquecido, mas mantém um ritmo de expansão apesar dos desafios macroeconômicos.
O desempenho setorial foi misto durante o mês. Enquanto a indústria apresentou um avanço de 0,4% e o setor de serviços subiu 0,1%, a agropecuária registrou uma queda de 1,0%, impactada por fatores sazonais. Segundo o Banco Central, o crescimento econômico teria atingido 0,2% caso o setor agropecuário não tivesse apresentado o recuo observado. Especialistas apontam que o consumo das famílias continua sendo sustentado por um mercado de trabalho apertado e por transferências fiscais, elementos que contrabalançam o impacto dos juros elevados.
O cenário atual reflete um embate entre os estímulos econômicos e a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central para o controle da inflação. Com a taxa Selic em patamares elevados, o monitoramento do IBC-Br torna-se fundamental para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária. Para o restante de 2026, as projeções de crescimento do PIB variam entre 1,7% e 2,0%, indicando que a economia deve manter um ritmo moderado de expansão diante das incertezas sobre a trajetória de desaceleração.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
