Prévia do PIB do Banco Central cresce 0,8% em janeiro
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, prévia do PIB, registrou crescimento de 0,8% em janeiro, impulsionado por serviços e indústria.
Pontos principais
- O IBC-Br cresceu 0,8% em janeiro de 2026, a maior alta mensal desde janeiro de 2025, superando expectativas.
- Serviços (0,9%) e indústria (0,4%) impulsionaram o resultado, enquanto a agropecuária recuou 1,5%.
- Na comparação anual, o IBC-Br cresceu 1% em janeiro e 2,3% nos 12 meses até janeiro.
- Economistas veem o resultado como um repique ou consistente com desaceleração gradual, apesar de fatores sazonais e estímulos ao consumo.
- O Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano para conter a inflação, com a desaceleração econômica sendo vista como necessária.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, conhecido como a "prévia do PIB", registrou um crescimento de 0,8% em janeiro de 2026, marcando a maior expansão mensal em um ano e superando as expectativas do mercado. Este foi o primeiro aumento mensal do indicador desde novembro do ano passado, com crescimento generalizado.
Setores como serviços e indústria contribuíram para o resultado positivo, com crescimentos de 0,9% e 0,4%, respectivamente. A agropecuária, no entanto, apresentou uma queda de 1,5%, atribuída por analistas à base elevada da safra recorde anterior. Economistas como Leonardo Costa e André Valério interpretam o resultado como um repique ou consistente com uma desaceleração gradual, apesar de fatores sazonais e estímulos como a isenção de IR e o reajuste do salário-mínimo impulsionarem o consumo. O Banco Central avalia que a desaceleração econômica, impulsionada pela taxa Selic em 15% ao ano, é fundamental para a convergência da inflação à meta de 3%. O mercado financeiro projeta um crescimento do PIB para 2026 entre 1,7% e 2%.
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