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JPMorgan corta preço-alvo do Banco do Brasil por risco no crédito

Analistas revisaram para baixo as projeções de lucro do Banco do Brasil, citando preocupações com a inadimplência e a carteira de agronegócio.

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Foto: InfoMoney
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16/09 às 09:45, atualizado 14:02

Pontos principais

  • JPMorgan reduziu o preço-alvo das ações do Banco do Brasil para R$ 22, com vencimento em 2027.
  • A previsão de lucro recorrente para 2026 foi cortada para R$ 16,879 bilhões.
  • O índice de inadimplência acima de 90 dias no varejo atingiu 8,41%, enquanto cartões de crédito chegaram a 14,6%.
  • Analistas apontam o agronegócio como um ponto de atenção devido à deterioração da qualidade do crédito.
  • Instituições como Itaú BBA e JPMorgan mantêm recomendação neutra para o ativo, citando incertezas políticas.
  • O Itaú BBA também revisou projeções para o setor bancário, prevendo desaceleração econômica e menor estímulo fiscal.

O JPMorgan revisou para baixo as estimativas de lucro e o preço-alvo das ações do Banco do Brasil (BBAS3), refletindo uma postura de cautela diante dos desafios operacionais da instituição. Os analistas destacaram que o aumento das despesas com provisões, somado a uma inadimplência elevada no segmento de cartões de crédito e resultados pressionados na BB Seguridade, justificam a revisão. A recomendação para os papéis permanece neutra, influenciada também pela volatilidade do cenário eleitoral e incertezas macroeconômicas.

Além do JPMorgan, o Itaú BBA também ajustou suas projeções para o setor bancário brasileiro, sinalizando um cenário de menor crescimento para 2027. A qualidade da carteira de crédito, especialmente no setor de agronegócio e no varejo, é apontada como o principal fator de risco para o desempenho dos bancos tradicionais. Enquanto o mercado monitora a deterioração desses indicadores, analistas demonstram preferência por empresas ligadas ao mercado de capitais, como a B3, que apresentou recuperação recente nos volumes negociados.

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