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Analistas mantêm cautela com ações do Banco do Brasil

Apesar da alta acumulada no ano, o BBAS3 enfrenta ceticismo do mercado devido à inadimplência e riscos na carteira de agronegócio.

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Foto: InfoMoney
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16/09 às 09:45 · atualizado 10:05

Pontos principais

  • Ações do Banco do Brasil acumulam alta de 3,7% em 2025, mas perderam fôlego recente.
  • Instituições como Itaú BBA e JPMorgan mantêm recomendação neutra para o ativo.
  • Inadimplência acima de 90 dias no varejo atinge 8,41%, com cartões em 14,6%.
  • JPMorgan revisou estimativas de lucro para baixo, citando maiores provisões.
  • Incertezas sobre o desempenho do agronegócio preocupam analistas para os próximos anos.

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) apresentam uma valorização de 3,7% no acumulado de 2025, mas o otimismo dos investidores tem sido contido por uma postura cautelosa de grandes instituições financeiras. Analistas do Itaú BBA, JPMorgan e Bradesco BBI mantêm recomendação neutra para o papel, refletindo preocupações com a qualidade da carteira de crédito e a deterioração dos indicadores de inadimplência, que alcançaram patamares elevados no segmento de varejo e cartões de crédito.

Além da inadimplência, o setor enfrenta incertezas estruturais que levaram o JPMorgan a revisar para baixo suas estimativas de lucro para 2026 e 2027. O cenário de desaceleração econômica e a exposição do banco ao agronegócio são apontados como fatores de risco, levando o mercado a priorizar empresas de mercado de capitais em detrimento dos bancos tradicionais. A cautela reflete um ambiente macroeconômico de menor estímulo fiscal e pressões inflacionárias persistentes.

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