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Mercado projeta queda de 25% no lucro do Banco do Brasil no 2T26

Analistas preveem resultados desafiadores para o Banco do Brasil, pressionados pelo aumento da inadimplência no setor de agronegócio e custos de risco.

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Foto: InfoMoney
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12/08 às 06:15 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • O Itaú BBA estima lucro líquido de R$ 2,9 bilhões para o Banco do Brasil no 2T26, recuo anual de 25%.
  • Instituições como Bank of America e JPMorgan mantêm visão cautelosa devido ao aumento da inadimplência no crédito rural.
  • O custo de risco elevado e a necessidade de provisões acima do esperado são os principais fatores que pressionam a rentabilidade.
  • Analistas destacam que o desempenho do banco contrasta com a resiliência observada em concorrentes privados como Itaú e Bradesco.
  • As ações do Banco do Brasil acumulam queda de 8,5% em agosto e 10,51% no acumulado de 2026.
  • O mercado aguarda a divulgação do balanço, prevista para hoje após o fechamento, em busca de sinais sobre a estabilização da inadimplência.

O mercado financeiro mantém uma postura cautelosa antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 do Banco do Brasil, prevista para ocorrer após o fechamento do mercado nesta quinta-feira. Analistas projetam um período desafiador para a instituição, com estimativas que apontam para uma queda de 25% no lucro líquido em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo a marca de R$ 2,9 bilhões. A pressão sobre os números é atribuída, majoritariamente, ao aumento da inadimplência, com foco especial nas carteiras de crédito voltadas ao agronegócio.

Instituições de peso, como Bank of America e JPMorgan, reforçaram suas visões conservadoras sobre o papel, citando que o custo de risco elevado e a necessidade de constituição de provisões para perdas estão comprimindo as margens de rentabilidade. Esse cenário de cautela reflete-se diretamente no desempenho das ações (BBAS3) na B3, que acumulam desvalorização de 10,51% no ano de 2026. A análise técnica indica um viés baixista, com o ativo operando abaixo de suas principais médias móveis e sob forte observação dos investidores quanto aos níveis de suporte.

O desempenho esperado para o banco contrasta com a resiliência apresentada por concorrentes privados, como Itaú e Bradesco, que têm demonstrado maior estabilidade operacional em um ambiente de juros elevados. Enquanto o Bradesco BBI mantém uma recomendação de compra para o mercado brasileiro como um todo, citando valuations descontados, o foco específico no balanço do Banco do Brasil recai sobre a capacidade da gestão em sinalizar uma estabilização na qualidade dos ativos. A divulgação dos dados será o principal gatilho para definir a tendência de curto prazo das ações, que buscam encontrar um patamar de suporte após a recente correção no mercado de capitais.

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