Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA por 180 dias
O ministro do STF determinou o afastamento de Daniel Itapary Brandão devido a investigações sobre desvios de recursos públicos e um homicídio ocorrido em 2022.
Pontos principais
- O afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do TCE-MA foi determinado pelo ministro Flávio Dino, do STF.
- A medida tem duração inicial de 180 dias e visa evitar interferências nas investigações em curso.
- Brandão é investigado por suspeita de envolvimento no assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022.
- A Polícia Federal aponta indícios de desvios de emendas parlamentares e cobrança de propinas envolvendo empresas da família do conselheiro.
- A decisão proíbe o investigado de acessar as dependências do TCE-MA e de manter contato com outros envolvidos no caso.
- Relatos indicam manobras de obstrução de justiça, incluindo ameaças a testemunhas e pagamentos para garantir o silêncio de envolvidos.
- O processo corre sob sigilo devido à complexidade das apurações e ao risco à integridade das testemunhas.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). A decisão, válida por 180 dias, atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito de investigações que apuram um suposto ecossistema criminoso no estado, envolvendo desvios de recursos públicos e o homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Segundo os autos, há indícios de que o conselheiro teria utilizado sua posição institucional para ocultar sua identidade e obstruir o curso das apurações.
Além do afastamento, a medida cautelar impõe a proibição de acesso às dependências do tribunal e veda o contato de Brandão com outros investigados. A investigação aponta que o grupo teria operado esquemas de cobrança de propinas e pagamentos fraudulentos, além de realizar manobras para intimidar testemunhas e dificultar o trabalho das autoridades. O caso, que corre sob sigilo, também envolve a análise de comunicações entre figuras políticas locais e membros do Judiciário para verificar possíveis tentativas de interferência no processo. Daniel Brandão é sobrinho do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão, e o caso segue sob monitoramento do STF para garantir a integridade das provas e a segurança dos envolvidos.
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