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Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA por 180 dias

O ministro do STF determinou o afastamento de Daniel Brandão devido a investigações sobre desvios de recursos públicos e um homicídio ocorrido em 2022.

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Foto: Times Brasil
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17/08 às 12:32 · atualizado 20:01

Pontos principais

  • O ministro Flávio Dino, do STF, ordenou o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do TCE-MA.
  • A medida tem duração inicial de 180 dias e visa evitar interferências nas investigações em curso.
  • Brandão é investigado por suspeita de participação no assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022.
  • As apurações apontam suposto envolvimento do conselheiro em esquemas de desvio de emendas parlamentares e cobrança de propinas.
  • A decisão proíbe o investigado de acessar as dependências do tribunal e de manter contato com outros envolvidos, incluindo o governador Carlos Brandão.
  • O STF também apura possíveis manobras de obstrução de justiça e ameaças a testemunhas ligadas ao caso.
  • O processo tramita sob sigilo devido à complexidade das investigações e aos riscos à integridade dos envolvidos.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) por um período de 180 dias. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que investiga a existência de um suposto "ecossistema criminoso" no estado, envolvendo desvios de recursos públicos e o homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Segundo o magistrado, há indícios de que o conselheiro teria utilizado sua posição para ocultar sua identidade no crime e obstruir o curso das investigações.

Além do afastamento, a medida cautelar impõe restrições severas, como a proibição de acesso às dependências e sistemas do TCE-MA e a vedação de contato com outros investigados, incluindo o governador do Maranhão, Carlos Brandão, de quem o conselheiro é sobrinho. A investigação aponta que o grupo teria atuado na coação de testemunhas e no pagamento de propinas para garantir o silêncio de envolvidos. Enquanto a defesa de Daniel Brandão manifestou perplexidade com a decisão, a defesa do governador questionou a competência do STF para julgar o caso. O processo segue sob sigilo, dado o risco à integridade das testemunhas e a necessidade de preservar a eficácia das diligências em curso.

Fonte primária

Supremo Tribunal Federal (STF) / Ministro Flávio Dino

STF afasta presidente do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias

Na Petição (Pet) 15900, o ministro Flávio Dino determinou o afastamento cautelar, por 180 dias, de Daniel Itapary Brandão da presidência do TCE-MA, atendendo a pedido da Polícia Federal em investigação sobre desvio de recursos públicos, obstrução de justiça e fatos ligados a um homicídio ocorrido em São Luís em 2022. Dino aponta indícios (depoimentos, dados de celulares e movimentações financeiras) que justificam aprofundar a apuração e risco de interferência caso o conselheiro permaneça no cargo, já que o TCE-MA fiscaliza contas do governo estadual e de empresas ligadas à família Brandão — sobrinho do governador Carlos Brandão. A decisão ressalta não haver, nesta fase, julgamento definitivo sobre os crimes, apenas indícios suficientes para medidas cautelares. Além do afastamento, proíbe Daniel Brandão de acessar sistemas e dependências do tribunal, participar de eventos do cargo e manter contato com Gilbson Júnior (condenado pelo homicídio de 2022), familiares dele e da vítima, e outros investigados; a medida tem efeito imediato, cabendo ao próprio TCE-MA prover a substituição do comando. Dino situa sua competência no Habeas Corpus (HC) 264120, decorrente de suposta interferência indevida do senador Weverton Rocha (PDT-MA), com foro no STF, caso que também envolve atos atribuídos ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e ao governador Carlos Brandão.

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