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Discord suspende lives no Brasil por determinação da ANPD

A plataforma desativou recursos de vídeo e compartilhamento de tela para cumprir ordem da ANPD voltada à proteção de crianças e adolescentes.

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Foto: Canaltech
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17/08 às 14:46, atualizado 18/08 às 00:31

Pontos principais

  • A suspensão atinge as funções de transmissão ao vivo, chamadas de vídeo e compartilhamento de tela no Brasil.
  • A medida atende a uma determinação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) baseada no ECA Digital.
  • A decisão foi motivada por investigações sobre falhas na proteção de menores, incluindo o caso de uma adolescente de 13 anos.
  • Recursos de mensagens de texto, áudio e a operação de servidores permanecem funcionando normalmente.
  • O Discord confirmou o cumprimento da ordem e afirmou estar em diálogo ativo com a agência reguladora.
  • A empresa busca a revogação da medida, alegando dificuldades técnicas para implementar a interrupção total dos serviços de vídeo.
  • Investigações policiais sobre o caso de violência contra a menor resultaram na apreensão de cinco adolescentes e na prisão de um adulto.
  • A ANPD exige que a plataforma comprove a adoção de novas medidas de governança e segurança antes de restabelecer os recursos.
  • Especialistas apontam que a decisão estabelece um precedente importante para a regulação de redes sociais no país.

O Discord suspendeu as funcionalidades de transmissão ao vivo, chamadas de vídeo e compartilhamento de tela para usuários brasileiros. A interrupção é uma resposta direta a uma determinação cautelar da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que investiga falhas sistêmicas na proteção de crianças e adolescentes dentro da plataforma. A medida fundamenta-se nas diretrizes do ECA Digital, que impõe responsabilidades rigorosas às empresas de tecnologia quanto à segurança de menores no ambiente online.

A decisão da agência foi impulsionada por investigações sobre a morte de uma adolescente de 13 anos, que teria sido incentivada à automutilação durante uma transmissão na plataforma. Embora o Discord tenha declarado que seus sistemas de segurança identificaram e interromperam a transmissão antes do óbito, a ANPD sustenta que a empresa não adotou medidas razoáveis para prevenir riscos. Em resposta, a plataforma afirmou que colabora com as autoridades e busca uma solução técnica para restabelecer os serviços suspensos, reforçando que possui equipes dedicadas à remoção de conteúdos ilegais.

Enquanto os recursos de vídeo permanecem desativados, o uso de mensagens de texto e áudio segue sem alterações. O caso reflete um aumento na pressão regulatória sobre plataformas digitais no Brasil, com especialistas em direito digital destacando que a permanência da suspensão ou eventuais sanções adicionais dependerão da comprovação de novas políticas de governança por parte da empresa. Não há, até o momento, uma previsão para o restabelecimento das funções de vídeo no país.

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