PF cumpre mandados contra Cláudio Castro em operação sobre a Refit
Ex-governador do Rio é alvo de buscas da Polícia Federal que investiga suspeitas de sonegação fiscal e fraudes ambientais na refinaria Refit.
Pontos principais
- A segunda fase da Operação Sem Refino apura crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e gestão fraudulenta.
- Investigações apontam possível sonegação de R$ 52 bilhões e concessão irregular de licenças ambientais para a refinaria.
- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão.
- A ação busca coletar documentos e registros financeiros para rastrear remessas irregulares de dinheiro ao exterior.
- O desdobramento da investigação gera desgaste político para aliados do ex-governador no Rio de Janeiro.
- A operação impacta articulações de lideranças políticas que buscam se distanciar de investigados pela PF.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino, que tem como um dos principais alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A diligência, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, visa aprofundar as investigações sobre um esquema de sonegação fiscal que alcançaria R$ 52 bilhões, além de suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria Refit. Esta é a segunda vez que o ex-governador é alvo de buscas no âmbito desta apuração, que teve sua fase inicial deflagrada em maio. O inquérito aponta para o uso de estruturas societárias complexas destinadas a ocultar patrimônio e realizar remessas irregulares de recursos ao exterior, ignorando orientações técnicas em processos de licenciamento.
Além do impacto jurídico, a operação impõe um revés político para aliados de Castro no cenário fluminense. O desgaste causado pelas investigações tem influenciado a reconfiguração de alianças partidárias no estado, com siglas avaliando a manutenção de apoios a figuras ligadas ao ex-governador. A operação busca agora reunir novas provas documentais e registros financeiros para esclarecer a extensão das irregularidades e a participação dos envolvidos na gestão da refinaria, enquanto o ambiente político local reage às implicações das diligências da PF.
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