A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino para desarticular um esquema de crimes financeiros envolvendo o Grupo Refit, sob o comando do empresário Ricardo Magro. A investigação apura suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, focando na dissimulação de bens e no uso de estruturas societárias para a evasão de recursos ao exterior. A ação atingiu o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, que foi alvo de busca e apreensão, e resultou no afastamento de sete pessoas de suas funções públicas por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
O impacto financeiro da operação é expressivo, com a Justiça determinando o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos das empresas investigadas. O Grupo Refit é classificado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz do país, com dívidas tributárias que superam R$ 26 bilhões. Em decorrência do avanço das investigações, o STF decretou a prisão preventiva de Ricardo Magro e determinou a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol. O empresário, que já foi alvo de operações anteriores como a Recomeço e a Carbono Oculto, reside atualmente em Miami, nos Estados Unidos.
A situação de Magro ganhou contornos de diplomacia internacional, com o caso sendo pauta de discussões sobre cooperação jurídica entre o Brasil e o governo do presidente Donald Trump. O histórico do empresário é marcado por controvérsias, incluindo investigações sobre fraudes em fundos de pensão e episódios de interdição da Refinaria de Manguinhos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) devido a irregularidades na qualidade dos combustíveis comercializados. As autoridades seguem monitorando a movimentação do investigado no exterior para viabilizar o cumprimento das ordens judiciais e o desdobramento das investigações sobre a estrutura societária do grupo.
Times Brasil • 15 mai, 08:06
InfoMoney • 15 mai, 08:46
Folha de São Paulo - Mercado • 15 mai, 08:20
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