A Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal, investiga um esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro atribuído ao Grupo Refit. O STF determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas. A apuração indica que o grupo utilizava uma rede de empresas de fachada e paraísos fiscais para ocultar patrimônio e evadir divisas ao exterior. O empresário Ricardo Magro teve sua prisão preventiva decretada e foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, enquanto as autoridades estimam que o prejuízo direto aos cofres públicos alcance R$ 26 bilhões.
Novos desdobramentos da investigação apontam que o governo do Rio de Janeiro teria criado um cenário propício para atividades que favoreceram a Refit. A Polícia Federal suspeita que a máquina pública foi utilizada para facilitar benefícios fiscais indevidos. A ação mira conexões políticas profundas, com mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados ao ex-governador Cláudio Castro e investigações sobre pagamentos suspeitos a ex-membros da Casa Civil fluminense. Em resposta, a defesa de Castro afirmou ter sido surpreendida pela operação e defendeu a legalidade dos atos de sua gestão, alegando que o governo atuou para garantir o pagamento de dívidas da refinaria com o estado.
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal encontrou valores expressivos em espécie, totalizando mais de R$ 1 milhão. Entre os itens localizados, destaca-se a quantia de R$ 580 mil na residência do policial civil Maxwell Moraes Fernandes, guardada em caixas de sapato com a inscrição 'o que é bom a gente guarda'. Estes montantes, somados às evidências de cooptação de agentes públicos, reforçam as suspeitas de movimentações financeiras ilícitas estruturadas. A operação faz parte de esforços contínuos de combate a crimes econômicos, com a PF buscando reunir provas adicionais sobre a dissimulação de bens e a evasão de recursos que impactaram severamente o Fisco brasileiro.
G1 Política • 15 mai, 14:06
InfoMoney • 15 mai, 13:10
Folha de São Paulo - Mercado • 15 mai, 13:11
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