Irã desafia Trump e reafirma controle sobre o Estreito de Ormuz
Teerã rejeita ameaças dos EUA, nega cessar-fogo e mantém soberania sobre rota estratégica de petróleo.
Pontos principais
- O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que o país não cederá o controle do Estreito de Ormuz.
- O chanceler Abbas Araghchi negou a existência de um cessar-fogo de 60 dias, citando violações anteriores pelos Estados Unidos.
- O governo iraniano afirmou que não se sente intimidado por demonstrações de força militar ou decretos da administração Trump.
- Teerã mantém contatos informais via Catar e Paquistão, mas nega negociações diretas com Washington no momento.
O governo do Irã reafirmou sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, rejeitando publicamente as intenções do presidente Donald Trump de assumir o controle da rota marítima. Em resposta às recentes pressões e demonstrações de força militar dos Estados Unidos, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou que o país não se deixará intimidar por ameaças. Paralelamente, o chanceler Abbas Araghchi desmentiu rumores sobre um suposto cessar-fogo de 60 dias, argumentando que acordos anteriores foram descumpridos pelos americanos. A situação diplomática permanece estagnada, com Teerã mantendo apenas contatos indiretos por meio de mediadores do Catar e do Paquistão. A disputa é considerada crítica, dado que o Estreito de Ormuz é um dos pontos de passagem mais importantes para o comércio global de petróleo, e qualquer escalada na região gera incertezas significativas nos mercados internacionais.
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