A Braskem, uma das maiores petroquímicas do mundo, antecipa ganhos operacionais nos próximos meses, impulsionada pelo aumento dos spreads no mercado internacional devido à continuidade da guerra no Oriente Médio. Consultorias externas indicam uma expectativa de aumento de quase 50% nos spreads já no primeiro trimestre. A empresa se beneficia de sua estratégia de 'sourcing', importando a maior parte de sua nafta dos Estados Unidos, o que minimiza riscos diretos de origem da matéria-prima.
Contudo, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 10,28 bilhões no quarto trimestre de 2025, quase o dobro do prejuízo de R$ 5,65 bilhões registrado no mesmo período de 2024. Este resultado, significativamente maior que o esperado, levou a uma queda de 9,06% nas ações da Braskem (BRKM5). A receita líquida de vendas caiu 7%, totalizando R$ 16,1 bilhões, embora o Ebitda recorrente tenha sido de R$ 589 milhões, abaixo das expectativas do mercado de R$ 665 milhões. No acumulado de 2025, o prejuízo líquido foi de R$ 9,87 bilhões, uma melhora em relação ao ano anterior.
O prejuízo foi agravado por uma baixa de US$ 1,4 bilhão em ativos fiscais diferidos e um impairment de US$ 272 milhões na Braskem Idesa. A Braskem atribui esses resultados à dinâmica da indústria petroquímica, impactada por incertezas geopolíticas, guerra tarifária e um ciclo de baixa prolongado. A alavancagem da companhia permaneceu alta, com a dívida líquida ajustada/Ebitda recorrente em 14,74x, refletindo a baixa geração de Ebitda.
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