A petroquímica dobrou seu lucro no início de 2026, impulsionada por ganhos cambiais, apesar da queda na receita e Ebitda abaixo das expectativas.
A Braskem apresentou um desempenho financeiro misto no primeiro trimestre de 2026. Embora o lucro líquido tenha mais que dobrado, alcançando R$ 1,45 bilhão, o resultado foi fortemente influenciado por ganhos cambiais. Operacionalmente, a companhia enfrentou dificuldades, com a receita líquida recuando 20%, para R$ 15,49 bilhões, e o Ebitda recorrente caindo 24%, para R$ 1,01 bilhão — patamar abaixo das expectativas de analistas. O desempenho foi pressionado, em parte, pela redução no fornecimento de etano pela PEMEX para as operações no México.
Além dos desafios operacionais, a empresa lida com uma alavancagem de 16,81 vezes em dólares e passa por uma transição societária com a entrada do grupo IG4 no controle. Diante do cenário, o Bradesco BBI mantém recomendação de venda para as ações, sinalizando preocupações com a estrutura de capital. Apesar da volatilidade, a gestão da Braskem projeta uma melhora nos resultados para o segundo trimestre de 2026, sustentada por expectativas de mudanças no cenário geopolítico global.
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