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Falta de intimação do Banco do Brasil trava socorro ao BRB no STF

A ausência de convocação formal do Banco do Brasil para audiência no STF ameaça atrasar o plano de resgate financeiro de R$ 6,6 bilhões ao BRB.

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07/08 às 15:45 · atualizado 17:01

Pontos principais

  • O Banco do Brasil solicitou dispensa de audiência no STF alegando não ter sido intimado formalmente para o processo.
  • Especialistas jurídicos confirmam que a ausência de intimação desobriga o comparecimento da instituição financeira.
  • O Banco do Brasil defende que outros bancos do consórcio também sejam incluídos nas discussões sobre o socorro.
  • O impasse judicial mantém o BRB sob pressão de liquidez, enquanto o banco busca capitalização para cobrir um rombo bilionário.

O processo de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB), estimado em R$ 6,6 bilhões, enfrenta um novo obstáculo judicial após o Banco do Brasil solicitar dispensa de uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF). A instituição alega não ter recebido uma intimação formal, o que, segundo especialistas, retira a obrigatoriedade de sua participação no ato. O Banco do Brasil argumenta ainda que a estrutura da mediação, conduzida pelo ministro Luiz Fux, deveria incluir outros bancos do consórcio nas negociações. Esse impasse processual gera riscos de atraso no resgate, mantendo o BRB em situação de vulnerabilidade patrimonial. O banco distrital, que não publica balanços desde novembro de 2025, busca o aporte para sanar prejuízos decorrentes de operações investigadas na operação Compliance Zero, enquanto o governo do Distrito Federal e o Ministério da Fazenda divergem sobre a responsabilidade pela crise.

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