CNJ afasta juiz do caso Banco Santos após áudio sobre venda ao Banco Master
O corregedor Mauro Campbell removeu o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho após gravações sugerirem interferência na venda da massa falida.
Pontos principais
- O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho foi afastado da 2ª Vara de Falências de São Paulo por decisão do CNJ.
- A medida ocorreu após o vazamento de áudios de 2024 em que o magistrado sugeria aos herdeiros a venda do banco ao Banco Master.
- O encontro teria sido organizado por Vânio Aguiar, ex-administrador judicial da massa falida, também afastado do caso em julho.
- A decisão visa assegurar a integridade e a imparcialidade do processo de falência, que tramita desde 2004.
O corregedor-nacional de Justiça, Mauro Campbell, determinou o afastamento do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho do processo de falência do Banco Santos. A decisão foi motivada pela divulgação de gravações de uma reunião realizada em 2024, na qual o magistrado teria sugerido aos herdeiros de Edemar Cid Ferreira que vendessem a massa falida ao Banco Master, presidido por Daniel Vorcaro. O encontro teria sido articulado por Vânio Aguiar, ex-administrador judicial do caso, que já havia sido removido de suas funções pelo CNJ anteriormente. O afastamento busca garantir a imparcialidade do processo, que se arrasta desde a intervenção do Banco Central em 2004 e envolve disputas complexas sobre o patrimônio do falecido banqueiro. A Corregedoria Nacional de Justiça segue investigando a conduta do magistrado para assegurar a integridade da condução judicial do caso.
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