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Governo abre mercado livre de energia para residências a partir de 2028

Decretos assinados pelo presidente Lula permitem que pequenos consumidores escolham seus fornecedores de energia, visando maior competitividade.

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Foto: G1 Política
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12/08 às 19:03 · atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • Pequenos estabelecimentos comerciais e indústrias poderão migrar para o mercado livre a partir de novembro de 2027.
  • Consumidores residenciais terão liberdade para escolher seus fornecedores de energia a partir de novembro de 2028.
  • O decreto institui o Supridor de Última Instância (SUI) para assegurar a continuidade do serviço em caso de falha do fornecedor.
  • A Aneel será responsável pela regulamentação e pela organização da transição entre os ambientes de contratação.
  • O pacote de decretos inclui medidas para combustíveis sustentáveis de aviação, hidrogênio de baixa emissão e captura de carbono.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um conjunto de decretos que estabelece o cronograma para a abertura do mercado livre de energia elétrica no Brasil. A medida permite que consumidores de baixa tensão, incluindo pequenos estabelecimentos comerciais e residências, possam escolher livremente seus fornecedores. O calendário oficial prevê o início da migração para o setor comercial e industrial de menor porte em novembro de 2027, enquanto os consumidores residenciais serão incluídos no sistema a partir de novembro de 2028. A expectativa do governo é que a abertura do mercado aumente a competitividade no setor e reduza os custos da conta de luz, com estimativas de queda de até 20% para pequenos estabelecimentos. Para garantir a segurança do sistema, o governo criou a figura do Supridor de Última Instância (SUI), que assegura a continuidade do fornecimento caso o fornecedor escolhido pelo consumidor falhe. As distribuidoras de energia atuarão nessa função até o final de 2030, sob supervisão da Aneel. Além da abertura do mercado de energia, o pacote de decretos abrange iniciativas estratégicas de transição energética, como o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e um novo marco regulatório para a captura e armazenamento de carbono. Essas ações buscam modernizar o setor elétrico nacional e impulsionar a descarbonização industrial do país.

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