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IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho com queda nos alimentos

A prévia da inflação oficial ficou abaixo das expectativas do mercado, impulsionada pela deflação nos alimentos e alta na energia elétrica.

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Foto: G1 - Economia
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28/07 às 09:45 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O IPCA-15 registrou alta de 0,06% em julho, desacelerando frente aos 0,41% de junho.
  • O resultado ficou abaixo das projeções de mercado, que estimavam uma alta entre 0,19% e 0,21%.
  • O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,66%, com quedas expressivas em itens como tomate, batata-inglesa e café.
  • O grupo Habitação subiu 0,97%, pressionado principalmente pelo reajuste de 3,03% na energia elétrica residencial.
  • O índice acumula alta de 4,52% nos últimos 12 meses, aproximando-se do teto da meta oficial.
  • O índice de difusão caiu para 48,2%, indicando que menos da metade dos itens pesquisados subiu de preço.
  • Analistas avaliam que o arrefecimento da inflação abre espaço para um novo corte na taxa Selic pelo Copom em agosto.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira, registrou alta de 0,06% em julho de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE. O índice apresentou uma desaceleração significativa em relação aos 0,41% observados em junho e ficou abaixo das expectativas de economistas, que projetavam um avanço próximo a 0,20%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,52%, mantendo-se próxima ao teto da meta estabelecida pelo governo.

O comportamento dos preços foi marcado por forças opostas. De um lado, o grupo de Alimentação e bebidas registrou deflação de 0,66%, a maior queda para o mês de julho desde 2010, aliviando o orçamento das famílias. Por outro lado, o grupo Habitação exerceu a maior pressão altista, com alta de 0,97%, impulsionada pelo aumento de 3,03% na energia elétrica residencial. O cenário de arrefecimento, corroborado pela queda no índice de difusão para 48,2%, reforça as apostas do mercado financeiro em um novo corte da taxa Selic na próxima reunião do Copom, embora analistas mantenham cautela diante de possíveis riscos externos, como a volatilidade em tarifas internacionais.

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