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Irã proíbe trânsito de navios dos EUA e Israel no Estreito de Ormuz

Nova medida do Parlamento iraniano restringe a navegação de países hostis, reduzindo o tráfego no Estreito de Ormuz para apenas seis travessias diárias.

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Foto: Times Brasil
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11/08 às 00:03, atualizado 09:05

Pontos principais

  • O Parlamento do Irã aprovou a proibição de trânsito para navios dos Estados Unidos, Israel e nações consideradas hostis.
  • O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu para apenas seis travessias diárias no último domingo.
  • A recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico passou a exigir novos procedimentos de autorização para embarcações.
  • A escalada verbal entre Washington e Teerã, que inclui exigências mútuas de indenizações, elevou os preços globais do petróleo em 2,5%.
  • Dados da Kpler apontam um aumento de trânsitos ocultos e atividades de embarcações sancionadas na região.

O Parlamento do Irã oficializou uma medida que restringe severamente a passagem de navios de países considerados hostis, incluindo Estados Unidos e Israel, pelo Estreito de Ormuz. A decisão, executada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, impõe novos procedimentos de autorização que impactaram drasticamente a logística marítima na região. No último domingo, o volume de tráfego caiu para apenas seis travessias diárias, evidenciando o isolamento da rota em comparação com outros pontos estratégicos, como o Estreito de Bab el-Mandeb, que mantém fluxo estável. A medida ocorre em um momento de acirramento diplomático entre Washington e Teerã, com o presidente Donald Trump exigindo indenizações por danos históricos e o governo iraniano condicionando a normalização do tráfego ao fim de sanções e da presença militar americana. O impasse tem gerado reflexos imediatos no mercado financeiro, com uma alta de 2,5% nos preços globais do petróleo, diante do temor de que a instabilidade comprometa o fornecimento de energia. Embora analistas não prevejam um conflito armado em larga escala no curto prazo, a situação permanece crítica, com relatos de ataques a navios e a reativação de bloqueios navais, mantendo a tensão geopolítica em patamares elevados.

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