Conflito entre EUA e Irã gera custo extra de R$ 5,2 bi a aéreas brasileiras
Alta no preço do querosene de aviação após tensões no Estreito de Ormuz eleva custos operacionais das companhias aéreas brasileiras em R$ 5,2 bilhões.
Pontos principais
- O querosene de aviação acumula alta de 49% desde o início do conflito em fevereiro de 2026.
- Combustível passou a representar 39% dos custos operacionais das empresas aéreas no Brasil.
- BNDES liberou linha de crédito de R$ 13,2 bilhões para apoiar Azul, Gol, Latam e Abaeté.
- Gastos extras atingiram R$ 1,6 bilhão apenas no mês de maio.
- Petrobras aplicou redução de 14,2% no preço do combustível em julho, apesar da volatilidade persistente.
O conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro de 2026, impactou severamente o setor aéreo brasileiro. A instabilidade no Estreito de Ormuz provocou uma escalada nas cotações internacionais do petróleo, resultando em um aumento de 49% no preço do querosene de aviação. Esse insumo, que agora compõe 39% dos custos operacionais das companhias, gerou um gasto adicional de R$ 5,2 bilhões para o setor. Para mitigar os efeitos da crise, o BNDES anunciou uma linha de crédito de R$ 13,2 bilhões destinada a empresas como Azul, Gol, Latam e Abaeté. Embora a Petrobras tenha aplicado uma redução de 14,2% no preço do combustível em julho, os valores permanecem em patamares elevados, pressionando a viabilidade financeira das operações aéreas no país e refletindo a volatilidade do mercado global de energia.
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