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BNDES libera R$ 8 bilhões para companhias aéreas após alta no QAV

O aumento de 49% no preço do querosene de aviação elevou custos operacionais e levou o BNDES a criar linha de crédito para o setor aéreo brasileiro.

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Foto: G1 - Economia
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06/08 às 18:03

Pontos principais

  • O custo do querosene de aviação subiu 49% desde o início do conflito no Oriente Médio em fevereiro de 2026.
  • O combustível agora representa 39% dos custos operacionais das companhias aéreas, ante 32% anteriormente.
  • O BNDES aprovou R$ 8 bilhões via Fundo Nacional de Aviação Civil para Azul, Abaeté, Gol e Latam.
  • Os recursos visam mitigar a volatilidade dos preços do petróleo e podem ser utilizados até dezembro de 2026.
  • A Petrobras aplicou um reajuste de 1,9% no preço do querosene em 1º de agosto.

As companhias aéreas brasileiras enfrentam um cenário de pressão financeira agravado pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou o preço do querosene de aviação (QAV) em 49% desde fevereiro de 2026. Com o combustível passando a representar 39% dos custos operacionais do setor, as empresas registraram um impacto adicional de R$ 5,2 bilhões em suas despesas. Para mitigar os efeitos dessa volatilidade e garantir a sustentabilidade das operações, o BNDES aprovou uma linha de crédito de R$ 8 bilhões, financiada pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). O montante, destinado a empresas como Azul, Abaeté, Gol e Latam, poderá ser utilizado até o final de 2026, servindo como um suporte estratégico diante dos recentes reajustes de preços realizados pela Petrobras.

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