O setor aéreo brasileiro enfrenta um cenário desafiador após o reajuste de 18% no preço do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras em 1º de maio de 2026, que adicionou cerca de R$ 1 por litro ao custo do combustível. Este aumento, influenciado pela pressão no mercado internacional de petróleo e pelas tensões geopolíticas, com o barril tipo Brent se aproximando de US$ 120 devido ao conflito no Irã, impacta diretamente as companhias aéreas, uma vez que o QAV corresponde a quase metade de seus custos operacionais. A Petrobras, que ajusta mensalmente o preço do QAV com base em referências internacionais, busca acompanhar o mercado global e reduzir impactos internos.
Para amenizar os efeitos do reajuste, o governo federal implementou medidas como a zeragem temporária das alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV até o fim de maio. Além disso, foram adiadas tarifas de navegação aérea e disponibilizados R$ 9 bilhões em crédito para as companhias. A Petrobras também oferece o parcelamento do reajuste em até seis vezes, com início em julho. Apesar desses esforços, o setor aéreo e a Petrobras continuam sob pressão devido ao alto custo do combustível e à volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, o que pode resultar em passagens aéreas mais caras para os passageiros.
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