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Moraes nega pedido de Bolsonaro para receber filhos no Dia dos Pais

O ministro Alexandre de Moraes manteve a suspensão de visitas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.

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Foto: G1 Política
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08/08 às 11:31, atualizado 15:31

Pontos principais

  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para visitas familiares no Dia dos Pais.
  • A solicitação visava permitir a entrada de Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro na residência do ex-presidente.
  • A proibição de visitas faz parte de uma medida cautelar de 30 dias imposta pelo STF em julho.
  • A restrição foi motivada pelo descumprimento de ordens judiciais, incluindo a divulgação de uma carta manuscrita nas redes sociais.
  • O ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, para manifestações político-eleitorais.
  • Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime de prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
  • A decisão do ministro considerou o pedido prejudicado, mantendo apenas as visitas autorizadas de advogados e equipe médica.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele recebesse a visita de seus filhos no Dia dos Pais. A solicitação, que visava permitir o encontro com Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro, foi negada sob o argumento de que a medida cautelar vigente, imposta em 17 de julho, suspende todas as visitas presenciais à residência do ex-presidente, exceto as de advogados e profissionais de saúde. A restrição, com duração de 30 dias, foi estabelecida pelo STF após a identificação de que Bolsonaro teria descumprido ordens judiciais ao utilizar terceiros para divulgar mensagens e manifestações em redes sociais, prática proibida pelas condições de sua prisão domiciliar. O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e três meses de reclusão, sentenciado por tentativa de golpe de Estado. A defesa alegou caráter humanitário para a solicitação, buscando a preservação de vínculos familiares durante a data comemorativa. No entanto, o ministro manteve a decisão anterior, reforçando que as restrições impostas visam garantir o cumprimento das medidas cautelares determinadas pelo tribunal no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe.

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